sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

O Mundo Sem Nós - Alan Weisman


Devido ao meu contacto muito próximo com os livros, chegou-me às mãos recetemente o título O Mundo Sem Nós, do autor Alan Weisman, editado pela Estrela Polar. Um estudo magnífico sobre o impacto que teria o desaparecimento da raça humana da superficie da terra.
Após tal leitura não se fica indiferente e compreendemos melhor do que nunca o mal que o homem tem feito à sua casa, mal esse que poderá não ser reversível.
Desde então, que pensei dar-vos a conhecer essa literatura. Decidi-me fazê-lo hoje, depois de ontem ter ouvido uma entrevista na TSF ao autor, na rúbrica Pessoal... E Trasmissível.
Recomendo vivamente que a ouçam, e para tal basta irem a www.tsf.pt, no menu da esquerda cliquem em Arquivo Programas, escolham o programa Pessoal... E Transmissível, e por fim cliquem no entrevistado do dia 20 de Dezembro: Alan Weisman. A entrevista está dividida em três parte.
A não perder a entrevista e depois, claro está, o livro: Um Mundo Sem Nós.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Aconselho vivamente


Lions for Lambs: um filme inteligente sobre os Estados Unidos da América.
Um alerta a não perder.


Lions for Lambs (Peões em Jogo)
com
Robert Redford, Meryl Streep e Tom Cruise.
Realização:
Robert Redford.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Um exemplo de gestão e ética


Imagine-se dono de uma empresa e que num acto de consciência decide viver durante um mês com o valor mensal que paga aos seus funcionários. Ao chegar ao 20.º dia já só tem € 20 na carteira. Toma então uma atitude: aumentar os ordenados em € 200.
Foi exactamente o que se passou com Enzo Rossi, empresário italiano de 42 anos de idade, dono de uma fábrica de confecção de massas, em Campofilone, uma localidade com cerca de 1700 habitantes.
Após a experiência, Rossi sentiu-se devastado com as condições que estava a facultar, e vai dai aumentou o ordenado de € 1000 para € 1200.
Foi notícia e alvo de interesse em Itália e no mundo. Em Portugal coube à Revista Sábado a divulgação.

Fica o exemplo para outros gestores e para os próprios governantes, que muito falam, que não aumentam os trabalhadores, mas não têm noção das dificuldades sentidas por aqueles que ganham ordenado mínimo ou pouco mais do que isso.

Nota: o salário mínimo em Itália, há bem pouco tempo, era de € 900.
Site da empresa: La Campofilone

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

O Futuro do Jornalismo - síntese


Teve lugar no Hotel Holiday Inn, ontem pelas 21h30, o último debate do 4.º ciclo de conferências do Clube dos Pensadores. A convite do fundador do clube, o biologo Joaquim Jorge, estiveram presentes José Manuel Fernandes, director do jornal Público, José Leite Pereira, director do Jornal de Notícias, José Marquitos, administrador do jornal Sol, e Lucinda Haettich, professora de línguas e aqui representando a sociedade civil. O tema a debate foi O Futuro do Jornalismo.
Durante cerca de duas horas os convidados fizeram uma breve exposição e a plateia, como é apanágio deste clube, teve direito a intervir, colocando as mais diversas questões ao ilustre painel.
Como resumo deixo-vos ficar as frases que mais me chamaram a atenção:

José Manuel Fernandes:

"Os fait divers afastam as pessoas da informação tradicional."
"A forma de aceder à informação sofreu alterações profundas nos últimos anos."

José Leite Pereira:

"Estamos a passar por grandes transformações tecnológicas."
"A Internet fez em dez anos o que os outros orgãos de comunicação social demoraram dácadas a fazer."
"O futuro do jornalismo está em conseguirmos trabalhar em diversas plataformas."
"Interrogo-me o que estarei a fazer daqui a cinco anos."

José Marquitos:

"Os jornais gratuitos não têm a mesma qualidade."
"As novas gerações são menos sensíveis ao papel, ao cheiro, ao objecto físico."

Lucinda Haettich:

"Os blogues, chats, etc., são exercícios de cidadania. Todos nós exercemos o nosso jornalismo amador."
"Há blogues que são autênticos disparates."
"Precisamos de informação credivel, informação jornalistica séria."

Joaquim Jorge:

"Eu adoro jornais. Eu acho que o jornal nunca vai acabar."
"Existe uma ditadura da notoriedade."
"Há muita gente em Portugal que tem valor, mas não está para ter cargos."
"Em vez de rigor há sensacionalismo. Em vez de jornalismo há espectáculo."
"Os jornalistas não devem ser pé de microfone"
"Deve-se combater a cultura da supressão da verdade."

Assim terminou mais um ciclo de debates exemplares. Ficamos a aguardar novos ciclos.
Entretanto, continuam os programas de rádio às quartas-feiras, entre as 19h e as 20h, na Rádio Clube de Matosinhos, em 91.0 FM ou on-line através do site www.rcmatosinhos.com.

(fotografia: Clube dos Pensadores)

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

O Futuro do Jornalismo - Debate

Realiza-se hoje o último debate do 4.º ciclo do Clube dos Pensadores, subordinado ao tema O Futuro do Jornalismo, com a presença de José Manuel Fernandes (director do Público), José Leite Pereira (director do JN) e José Marquitos (Administrador delegado do Sol), moderados pelo fundador do Clube, o biologo Joaquim Jorge.
A partir das 21h30 no Hotel Holiday Inn, em Vila Nova de Gaia.

domingo, 2 de dezembro de 2007

Delirium - Cirque du Soleil


Um autêntico Delirium foi aquilo que se passou ontem, e nos últimos dias, no Pavilhão Atlântico. Num formato divergente do habitual, Delirium surpreende pela música e efeitos visuais.
Assisti ao melhor espectáculo da minha vida.
Infelizes dos que não puderam assistir.

Para mais informações: Cirque du Soleil

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Quatro Anos

No dia 28 de Outubro de 2003 escrevi o primeiro post neste blogue. Iniciava-se assim um espaço de alerta, segundo a minha óptica. Nele pretendo alertar para algumas maldades cometidas pelo homem, por esse mundo fora, e que com bom senso e vontade politica (se é que ainda acredito neste termo) podem ser modificadas.
Apesar de ter nascido há quatro anos, começou a ser dinamizado, com maior afinco, a partir de 2007. O tempo, as prioridades, não me permitem escrever quanto eu queria, mas todos os dias tento empenhar-me para que mais alertas cheguem à comunidade blogue.
Hoje quero partilhar com vocês não o primeiro, mas o segundo post, escrito a 29 de Outubro de 2003: Andamos Perdidos.

Obrigado a todos.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Blog Alerta na Rádio








Todas as quarta-feiras o dinâmico Clube dos Pensadores tem o seu espaço de antena na Rádio Clube de Matosinhos. O dinamizador Joaquim Jorge convida um membro do clube em representação da sociedade civil para debater assuntos da actualidade.
Há ainda espaço para a rúbrica Blogues que esta semana irá contar com o Alerta.
Os interessados podem ouvir o programa na frequência 91.0, se estiverem na região do grande Porto, ou pelo site da Rádio Clube de Matosinhos, disponível para todo o globo.
Com hora marcada entre as 19h00 e as 20h00, a rúbrica dedicada aos blogues vai para o ar às 19h20.

Desde já agradeço ao amigo José Carreira pela sujestão do meu blog e ao fundador do clube, Joaquim Jorge, pela amabilidade do convite.
Aguro um belo futuro para o Clube dos Pensadores.

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Democracia vs Liberdade

"A democracia são dois lobos e um cordeiro a decidir o que vão almoçar.
A liberdade é um cordeiro bem armado a contestar o voto"
Benjamin Franklin

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Medina Carreira disse:


"A democracia em Portugal é uma brincadeira em que ninguém é responsável por nada, não há responsáveis", afirmou Medina Carreira, salientando que "o País apenas é governado com rigor durante um ano ou um ano e meio por legislatura".
No restante tempo, segundo o fiscalista, quem vence as eleições começa por tentar corrigir as promessas que fez na campanha eleitoral e, a meio do mandato, "começa a preparar as mentiras para a próxima campanha eleitoral".
"Com esta gente que temos, não podemos ter muitas esperanças (quanto ao futuro)", defendeu, frisando que "as eleições ganham-se com mentiras".
Medina Carreira, que falava aos jornalistas em Gaia à margem de um debate sobre a actual situação do País, defendeu que "a raiz do problema" de Portugal resulta da quebra no crescimento económico.
"Durante 15 anos crescemos seis por cento ao ano, entre 1975 e 1990 crescemos quatro por cento ao ano e de 1990 para cá estamos a crescer 1,4 por cento ao ano. Se não mudarmos de vida, o futuro exige meditação", frisou.
Para o especialista, "não há economia que aguente um Estado social com tudo para todos, desde o berço até ao túmulo", defendendo que esta concepção "está condenada".
O fiscalista também se pronunciou sobre as verbas europeias destinadas a Portugal através do Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN), desvalorizando a sua importância.
"Antes do QREN já vieram muitos milhões da Europa e veja-se o estado em que o País está", frisou Medina Carreira, que também se manifestou contra a rede ferroviária de alta velocidade e o novo aeroporto de Lisboa.
"São uma tontice, o País não tem dinheiro para isso", afirmou.
O quadro negro traçado por Medina Carreira foi corroborado pelo economista Pedro Arroja, para quem a economia portuguesa "está bloqueada".
"Estamos a crescer menos que toda a União Europeia, vivemos acima das nossas possibilidades, estamos a perder terreno em relação a outros países europeus", frisou.
Para o economista, a solução tem que passar por uma "redução significativa dos impostos que possa atrair as empresas e pôr a economia a trabalhar".
Pedro Arroja considerou que o aeroporto e a alta velocidade "são projectos para encher o olho mas não são prioritários para o País", além de que "só vão complicar as coisas do ponto de vista orçamental.
"Como português, gostaria muito que tivéssemos um novo aeroporto em Lisboa e uma rede ferroviária de alta velocidade mas não me parece que sejam prioritários", afirmou.
Para o economista, a opção do Governo pelo combate ao défice está a "estrangular a economia", defendendo que "não morremos da doença mas podemos morrer da cura".
Medina Carreira e Pedro Arroja foram dois dos intervenientes num debate sobre a situação do País, em que também participou Rui Moreira, presidente da Associação Comercial do Porto. O dirigente socialista Jorge Coelho, cuja presença tinha sido anunciada, faltou. FR"

In. Site da RTP

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

HIV deixa cozinheiro sem emprego


É impressionante como conseguimos descer tão baixo em determinadas matérias. Gostamos de ter a maior árvore de Natal da europa, entre outras futilidades, mas no que realmente interessa somos muito pequeninos. Apesar de alguns se acharem importantes, mas essa acesso de altivez não passa de ar insuflado.
Como é que o Tribunal da Relação de Lisboa, e anteriormente o Tribunal do Trabalho da mesma cidade, puderam considerar legítimo o despedimentos de um cozinheiro infectado com HIV?!
Trata-se de uma acção discriminatória aberrante.
O Médico José Vera, responsável pela unidade de tratamento de HIV/sida do Hospital de Cascais, diz em declarações ao jornal Público «estar-se em presença de "mentalidade da Idade Média"».
Os tribunais referidos afirmam "que o suor, lágrimas ou saliva podem transmitir o HIV", ao que o médico citado contrapõe "é um disparate completo".

O que vai na cabeça destes juizes? Tudo menos juízo!

(fotografia: Henrik Sorensen)

domingo, 18 de novembro de 2007

Outros efeitos da guerra


Tive conhecimento, pelo jornal Público de hoje, que os veteranos de guerra norte americanos têm uma taxa elevadíssima de suicídios, o dobro da comunidade civil.
Num país em que o mercado da guerra é dos mais rentáveis e dos que mais faz avançar a economia é caso para dizer que os americanos a pouco e pouco se vão auto-destruindo. Os terroristas e inimigos desta grande potência não necessitam de colmatar esforços contra o gigante, pois ele está em processo de implosão.
Em 2005 a média de suicídios entre veteranos de guerra foi a seguinte: 120 suicídios por semana, 17 por dia.
Existem actualmente 25 milhões de veteranos de guerra, de entre os quais 1,6 milhões do Iraque.

É sem duvida um país dicotómico, onde se encontram maravilhas e ao mesmo tempo as maiores aberrações.

(fotografia: VisionofAmerica/Joe Sohm)

sábado, 17 de novembro de 2007

Mike, o galo sem cabeça


Quantos tempo conseguirá uma galinha viver sem cabeça?
Se me fizessem essa pergunta há uma semana responderia, sem sombra de dúvidas: uns minutos, no máximo. Contudo, ao saber do que se passou no Colorado, EUA, em 1945, faz com que hoje tenha opinião diferente.
Nesse ano longínquo, Lloyd Olsen na tentativa de matar um jovem galo para o jantar não cumpriu na perfeição o serviço e o galo sobreviveu, pasme-se: sem cabeça.
A veia jugular e o troco cerebral não foram danificados o que permitiu ao bicho sobreviver.
Artigos sobre o tema foram publicados nas revistas Time e Life, e hoje em dia existem vários sites que atestam este fenómeno, como pode ver no fim deste post.
O dono do "afortunado" galináceo, com olho para o negócio, não perdeu tempo e passou a cobrar 25 cêntimos para quem quisesse ver Mike, nome que lhe fora atribuído.
Os espectáculos de rua sucediam-se e no auge do sucesso Mike ganhava 4.500 dólares por mês e valia 10.000.
Seguiu-se uma fase negra para o mundo aviário, pois muitos outros tentaram a sorte decapitando as sua galinhas. Mas nenhuma sobreviveu mais de 11 dias.
Mike era alimentado com um conta gotas e por grãos de milho que o seu dono lhe dava.
Certa noite, o animal engasgou-se com o seu próprio muco e faleceu sufocado, haviam decorridos 18 meses desde que tinha sido decapitado.
No Colorado, desde 1999, assinala-se o dia de "Mike, o galo sem cabeça.

Para saber mais clique nos links que se seguem:

http://www.miketheheadlesschicken.org
Wikipédia
Wikipedia (versão inglesa)

(fonte: O Livro da Ignorância Geral, de John Lloyd e John Mitchinson, Ideias de Ler, 2007.)

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Dia Mundial da Diabetes


Hoje, dia 14 de Novembro, assinala-se o dia Mundial da Diabetes, doença que vem crescendo de forma avassaladora e que será, segundo alguns especialistas, a doença do século XXI.
Nesta doença crónica devemos distinguir duas tipologias: diabetes Tipo I e Tipo II. Uma não é pior ou mais grave do que a outras, até porque falámos de uma doença que permite uma vida perfeitamente normal, caso se seja disciplinado.
Contudo, o grande número de diabéticos, e aqueles que pesam realmente nos números e nas complicações tardias desta doença, são os de Tipo II. Estes têm na sua maioria mais de 40 anos e a doença advém de maus hábitos alimentares, vidas sedentárias, obesidade, etc. O tratamento é feito à base de medicação oral, exercício físico e alimentação cuidada. Os diabético de Tipo II podem sê-lo durante longos anos sem que sejam diagnosticados, bastando para tal não fazer análises. Aqui se torna evidente a importância do acompanhamento médico regular para os indivíduos que se enquadram no universo dos obesos, sedentários e com dieta deficiente.
Os diabéticos de Tipo I (10% do total) são na sua maioria jovens e tornam-se doentes devido a uma anomalia no seu pâncreas, que deixa de produzir insulina, responsável pelo transporte da glicose do sangue para as células. O próprio sistema imunitário deixa de reconhecer as células pancreáticas detruindo-as. As causas são desconhecidas, podendo a responsabilidade cair em factores hereditários, tratamentos a outras maleitas, infecções, foro emocional, etc. Os sintomas neste caso são bem evidentes (muita sede, aumento do volume da urina, fadiga, tonturas, aumento do apetite, perda de peso) e a diabetes é rapidamente diagnosticada, através de análises ao sangue. O tratamento é feito à base de insulina.
As mediadas recentemente tomadas pelo governo a nível de comparticipações ainda pecam por escassas, quando comparadas com outros países da União Europeia.
A prevenção é sem margem para dúvidas a melhor "arma" no combate à doença do século, pois 50% dos casos podem ser evitados (isto no que se refere à diabetes de Tipo II).
Em 7 anos a doença teve um crescimento de 40%.
Para assinalar a data vários monumentos nacionais e internacionais iluminaram-se desde ontem à noite de luz azul, numa alusão ao circulo azul - unidos pela diabetes.

Um conselho: se é obeso ou tem uma massa corporal elevada, é sedentário, e não se alimenta convenientemente, quase de certeza que a diabetes esperará por si, por isso MEXA-SE!

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Juntas Médicas

(clique na imagem para ampliar)

O jornal Inimigo Público mostra-nos de uma forma bem humorada a competência das Juntas Médicas da Caixa Geral de Aposentações.
Sem mais comentários.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

CTT / MB


Já se perguntaram a razão pela qual os CTT não dispõe de pagamento via multibanco nos seus balcões? Haverá razão específica?
Quantas pessoas tem que sair da fila para levantar dinheiro, pois estamos de tal forma habituados a usar a tira plástica que nem nos passa pela cabeça que ela não seja aceite num dos locais mais concorridos.

Enfim, foi só um desabafo, na tentativa que alguém me esclareça.

(fotografia: Katarina Premfors)

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Não havia necessidade!

Há dois ou três dia ouvi na rádio que se havia feito uma sondagem para averiguar a satisfação do povo em relação à função pública. O resultado, como não podia deixar de ser, foi negativo.
E eu pergunto, mas era necessário estar-se a perder tempo com o que toda a gente já sabe?

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Bush recebe Dalai Lama


Fiquei surpreendido ao saber que o presidente norte americano havia recebido oficialmente o líder espiritual tibetano, na sua residência oficial, a Casa Branca. E como se isto não bastasse para "nos" envergonhar, ainda foi condecorado com a Medalha de Ouro do Congresso, a mais importante distinção atribuída a um civil. Para a sua atribuição é necessária uma maioria de dois terços do congresso.

Nunca pensei dizê-lo, mas desta vez o Presidente Bush merece os parabéns. Ou será já campanha republicana?!

sábado, 20 de outubro de 2007

O Espectro do Estado Novo


Nunca se falou tanto em materia relacionada com o Estado Novo como actualmente. São livros e mais livros editados abordando a temática, desde António Oliveira Salazar de Jaime Nogueira Pinto; Os Amores de Salazar de Felícia Cabrita; Salazar de Miguel Rocha e João Paulo Cotrim; As Máscaras de Salazar de Fernando DaCosta; Vítimas de Salazar de Irene Pimentel, Luís Farinha e João Madeira; Salazar de João Medina; entre muitos outros. Será saudosismo ou um alerta para os tempos que correm e para as mentes mais esquecidas? Ou ainda uma chamada de atenção para os mais jovens que tão distantes estão do Portugal de outrora?
No próximo dia 30 será lançada outra obra da autoria de Irene Flunser Pimentel com a chancela da Temas e Debates intitulada a História da PIDE.
Sempre me debati pelo estudo da História e pela sua importância nos currículos escolares, sobretudo por julgar essencial o conhecimento do nosso passado. Há quem deteste esta disciplina, o que é certo é que com ela podem-se evitar erros cometidos e não voltar a realidades degradantes para o ser humano.
Para os que já se esqueceram dos atentados cometidos contra a liberdade recomendo-lhes a leitura do livro de António Costa Santos, Proibido, da editora Guerra e Paz. Nele o autor aborda humoristicamente alguns casos que hoje não passaria pela cabeça de niguém (digo eu).
Sabia que para usar isqueiro tinha que possuir uma licença do Estado? Que as mulheres para viajarem para o estrangeiro necessitavam de uma autorização escrita do marido? Que "o beijo na boca era classificado como um acto exibicionista atentório da moral. Levado para a esquadra, ou para o posto da GNR, o deliquente beijoqueiro era identificado, autuado em pelo menos 57 escudos, e passava invariavelmente pela cadeira do agente-barbeiro, de onde saia de cabeça rapada, máquina zero."
Não posso ainda deixar de transcrever as coimas que eram aplicadas a quem não respeitasse a portaria n. 69035 da Câmara Municipal de Lisboa, datada de 1953, e que incumbia os agentes da autoridade e guardas florestais de "uma permanente vigilância sobre as pessoas que procurem frondosas vegetações para a prática de actos que atentem contra a moral e bons costumes".
O artigo 48.º deveria ser desta forma cumprido:
"1.º - Mão na mão 2$50
2.º - Mão naquilo 15$00
3.º - Aquilo na mão 30$00
4.º - Aquilo naquilo 50$00
5.º - Aquilo atrás daquilo 100$00
6.º - Parágrafo único - Com a língua naquilo 150$00 de multa, preso e fotografado."

Fico feliz por viver nesta época e não admito que um ser humano atente contra a liberdade de outro.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

A loucura continua


No tempos idos de Outubro de 2003, escrevi neste blog o texto intitulado "É Natal". Nada de anormal se não tivesse sido escrito a 28 de Outubro. Hoje volto à vaca morta para vos dizer que quatro anos depois a situação mantém-se: montras de natal em Outubro.
O estabelecimento comercial que há dois pares de anos me levou a escrever o post foi o mesmo que agora me motiva a voltar a publicar o mesmo texto, para aqueles que na altura não o leram.
Se bem que a maleita não parace ter crescido, acho um absurdo tal acto, ainda para mais num altura como esta, em que o sol ainda nos vai brindado com os seus calorosos raios estivais. Só faltava colocarem o pai natal de fato de banho.

Aqui fica:

"É Natal!!!

Chegou finalmente a época natalícia. Os corações desabafam, a solidariedade é despejada a jorros e a alegria emana de todas as almas.
Mas... Não estamos ainda em Outubro? Natal em pleno Outono?
Infelizmente, assim é, o consumismo manda. Qualquer indivíduo mais desatento ao calendário poderia confundir a presente temporada com a altura natalícia, bastando para tal uma breve visita a um centro comercial das grandes cidades. É ver montras enfeitadas com vistosas árvores, efeitos dourados, encarnados, prateados, enfim de todas as cores e feitios.
Pergunto a mim mesmo: o que vai na cabeça desta gente? Será que perderam a noção do tempo? Ou será a “crise” que obriga à antecipação dos acontecimentos?
Natal antes do São Martinho quem diria!? Já me estou a ver a saborear umas castanhas assadas acompanhadas com uma fatia de bolo-rei.
As tradições já não são o que eram, isso já nós sabemos, mas uma coisa é a tradição modificar-se ao longo do tempo, outra é submeter o próprio tempo em relação ao consumismo desenfreado.
A cegueira que para aí anda!!!"

(fotografia: Digital Vision)

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Desilusão


Recentemente, a tão aclamada atleta norte-americana Marion Jones brindou-me com um balde de água fria, quando ao ler uma notícia fiquei atónito por saber que a poderosa velocista, imbatível nos finais da década passada e início desta, tomava substâncias dopantes.
Nada que me surpreenda em atletas de topo, onde para se atingir determinadas metas ou se é um fora de série, um prodígio, ou então só com um empurãozinho da química.
Muitos outros têm sido apanhados nas malhas do doping, já sem surpresa para mim, mas a Marion Jones era especial. Pois quando nos meus tempos de atletismo a via correr era uma autêntica fonte de inspiração, até porque fazia as mesmas modalidades: 100m; 200m e 4 x 100m.
É pena que o poder, a ânsia de glória, sejam mais fortes do que a seriedade.
Quando o desporto, no geral, se torna um negócio, os atletas são simplesmente peças em cima do tabuleiro.

Nota: Na fotografia, Jogos Olimpicos de Sydney, vitória nos 100m.

(fotografia: Tony Feder)

domingo, 7 de outubro de 2007

Sem comentários

Hoje de manhã, depois de uma breve saída, ao entrar em casa vi em cima do muro junto à porta esta publicidade.



Eu diria: "obrigado por se estar a matar".

Nota: nada tenho contra a marca acima referênciada, apenas me servi do panfleto que atrás faço referência.

Myanmar: Human Rights Now


Pró-democracia
Uma mulher participa numa manifestação realizada hoje, no centro de Bruxelas, de apoio à oposição pró-democrática birmanesa. A União Budista Internacional vai promover na próxima segunda-feira no Marquês de Pombal, em Lisboa, uma vigília de solidariedade para com a luta do povo birmanês.
Foto: Yves Herman/Reuters

(In
Público On-Line)

sábado, 6 de outubro de 2007

Porque mais vale rir do que chorar


Após algumas visitas ao blog Cartoonices não podia deixar de vos convidar a fazer-lhe uma visita. Vale a pena, até porque nesta vida mais vale rir do que chorar.

Parabéns Cartoonices.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Um "belo serviço"


Nos dias que correm, em que nos servimos da tecnologia para o mais simples gesto, é natural recorrer a casas especializadas quando os aparelhos do dia-a-dia deixam de funcionar, causando-nos grande transtorno. Pior se torna o cenário quando a reparação é cara e demorada. E pior ainda é quando o aparelho acabou por ficar igual ou ainda pior.
Pois situações destas acontecem mais vezes do que aquelas que possam imaginar.
A revista Proteste deste mês apresenta-nos um cenário dantesco no que ao mundo dos reparadores diz respeito.
A Associação de Consumidores à qual a revista pertence, a Deco, pediu, anonimamente, a várias empresas que reparassem um televisor LCD propositadamente avariado. A avaria era muito simples: o fusível da fonte de alimentação havia sido fundido, logo o aparelho não ligava. Tratava-se portanto de uma reparação simples.
Para os mais curiosos aconselho a leitura da revista, contudo deixo-vos ficar alguns dados:
"Das 27 empresas visitadas, só 3 obtiveram nota global positiva". A Unitron em Lisboa, que reparou o aparelho em duas horas, gratuitamente, foi a mais correcta e eficaz na resolução do problema.
As restantes duas do pódio apesar de terem resolvido o problema demoraram muito a fazê-lo, tendo a Videosoft do Porto cobrado € 61.48 e a A.T.E. de Camarate levado € 74.81.
No que às outras empresas diz respeito, "na lista das principais falhas estão, a utilização de peças erradas, facturas incompletas, preços excessivos e cobrança de peças não substituídas".
Exemplos: Elísio Correia do Porto cobrou € 187,00; a ALC Ibérica de Queluz € 195.00; a Unitécnica de Lisboa € 220.41. Para além destes preços exorbitantes as reparações revelaram-se mal feitas.
"Dos 27 reparadores visitados, 7 cobraram peça não substituídas."
A tudo isto ainda se acresce o facto de algumas empresas se recusarem a passar factura, ou quando a passam esta vem incompleta.

Estes casos passaram-se com um televisor que tinha um fusível avariado. Agora imaginem o que se passará quando um automóvel vai à oficina.
Por isso, a Deco aconselha: faça respeitar as garantias; escolha um reparador com boas referências; peça sempre orçamento; avise a empresa para respeitar o orçamento; quando levantar o aparelho verifique se existe algum defeito visível; e por fim peça uma factura discriminada.

E olho bem aberto!

(fonte: Revista Proteste n.º 283, Setembro de 2007)
(fotogafia: Steve Golem)

domingo, 23 de setembro de 2007

Imigração em queda


Algo está mal quando nem os imigrantes se aguetam no nosso país. Aqueles que fugiram da sua pátria em busca de uma vida melhor, são agora obrigados a fazer segunda escolha (Espanha, França, Alemanha e Bélgica).
Em 2004, por exemplo, e segundo o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, eram 60 mil os ucranianos que viviam legalmente em Portugal, hoje não passam de 37 mil.
Os próprios portugueses estão também a emigrar, novamente, em grande escala.
Que futuro estará reservado para este Portugal? Eu ainda vou ficando, na esperança de contribuir de forma positiva. Apesar de a partida já ter estado mais longe de se concretizar.
A ver vamos.

(fonte: Revista Visão de 20 de Setembro de 2007)
(fotografia: Petrified Collection)

Deixe o carro em casa


Ontem comemorou-se o Dia Europeu Sem Carros, e sendo Sábado foi mais fácil cumprir o preceito. Experimente repetir a experiência, pelo menos, uma vez por mês. Ande a pé, de bicicleta ou de transportes públicos.

(fotografia: Hitoshi Nishimura)

terça-feira, 18 de setembro de 2007

A Verdade e a Política


Ontem participei, a convite do amigo José Carreira, pela primeira vez nos já famosos debates do Clube dos Pensadores. O tema prometia e os convidados também. O fundador do clube Joaquim Jorge convidou para esta noite a Eurodeputada Ana Gomes, o psiquiatra Carlos Pereira e a Advogada Maria Manuel. Na plateia entre muito cidadão anónimo encontrava-se também Narciso Miranda.
Com a excelente moderação de Joaquim Jorge, Ana Gomes abriu a sessão começando por dizer que a política sem verdade não compensa, e que sem a mesma torna-se oportunismo. "Vivemos numa época em que é fácil abastardar-se a política", disse a militante do PS. Frisou ainda que tanto o PS como o PSD desvalorizam as ideologias de base, abandonando as questões de fundo. Referindo que a diferença entre a esquerda e a direita é actualmente pouco visível, tendo anotado ainda que não há ninguém mais à esquerda do que ela, mesmo elementos do PCP. A descaracterização do seu partido tem-na deixado infeliz.
Apesar do tom contestatário, aproveitou para puxar um pouco a brasa à sua sardinha e fazer campanha pelo actual executivo, aplaudindo o Governo em moldes gerais, criticando-o apenas nas questões da igualdade e no continuo crescimento que separa a classe rica, cada vez mais rica, da classe média, cada vez mais pobre.
Terminou a sua primeira abordagem dizendo que "um Estado socialista deve ter como prioridade de primeira linha o combate à corrupção".
A intervenção de Maria Manuel pautou-se por breves alusões à dificuldade de debater esta questão, referindo que existem várias teses sobre política e sobre verdade.
Carlos Pereira começou por comparar a luz que incide num cristal com a forma como cada um vê o refraccionamento da mesma consoante a posição em que observa o fenómeno, passando-se o mesmo entre a verdade e a mentira, ou seja, depende da perspectiva.
" A qualidade dos nossos políticos é muito má e quando vão para Lisboa, e como diz um amigo meu, e se tornam alisbonados ainda pior", criticou o psiquiatra.

Algumas frases que me ficaram no ouvido:

Joaquim Jorge:

"Os políticos pensam que estão tão alto, tão alto, que tudo lhes passa por baixo."

"Meteu-se na cabeça que um político para ter sucesso tem que mentir."

"Detesto mentiras e odeio manipulações."

"O sistema político está esgotado."

"Telefonam dos partidos para não virem aqui."

Ana Gomes:

"O Governo devia ter recebido o Dalai Lama."

"Temos os políticos que temos porque o permitimos."

"Deixar de votar é a pior das soluções."

Carlos Pereira:

"Reinventamos aqui a cidadania."

"Não há liberdade de pensamento onde não há liberdade económica."

"Sofro com a emigração, com a diáspora que se está a dar."

"Há verdade conveniente e verdade inconveniente."

Narciso Miranda:

"É cada vez mais difícil fazer política com verdade no nosso país. O problema está no funcionamento dos partidos."



Obrigado Clube dos Pensadores.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Taxa de Acesso a Garagens


Há alguns dias tive conhecimento, através de uma circular do condomínio, que teria que efectuar um pagamento relativo à Taxa de Acesso a Garagens.
Numa primeira análise este imposto pareceu-me ridículo, pois não visa só as garagens como também abarca: pátios, armazéns, acessos a oficinas de reparação automóvel, parques de estacionamento, stands de automóveis, instalações fabris, estações de serviço e outros locais privados.
Como não podia deixar de ser esta medida tem levantado muitas críticas, pois é um imposto que cai não se sabe bem de onde. Como se já existissem poucos.
A Câmara Municipal de Gaia deixa aqui bem patente o seu típo de política "inteligente".
Que imposto inventarão a seguir?

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Salazar e Cunhal


Quem diria que estes dois senhores, algum dia, iriam ficar lado a lado, juntos e com o mesmo fim?!
A vida tem destas coisas e desta feita juntou Salazar e Cunhal nos escaparates das livrarias.

sábado, 8 de setembro de 2007

Escrever assim dá prisão


Existem vários tipos de ficção, aquela que não passa disso mesmo, a que tem bases reais, e a que supondo-se ser ficção é na verdade o relato pormenorizado dos factos passados.
Para quem nunca ouviu falar, Amok é o título de um best-seller escrito por um autor polaco de seu nome Krystian Bala. A narrativa aborda um homicídio de contornos passionais.
Até aqui tudo normal, não fosse o facto de, três anos antes, o autor ter sido também o misterioso assassino de um homem chamado Darius J.
A autoridades encontrava-se num beco sem saída, até que uma chamada telefónica aconselhou o responsável pela investigação a ler Amok. A partir daí o caso ficou desbloqueado, pois no livro eram relatados pormenores até então só do conhecimento da polícia.
As semelhanças do crime narrado com o crime real eram tantas que a polícia não teve dúvidas. E assim um crime quase perfeito teve o final merecido. Tudo porque o assassino achou por bem publicar a história e dar-lhe contornos ficcionais, que de facto tiveram enorme sucesso e o catapultaram para o top de vendas.

"Na novela, como na realidade, o protagonista do crime, levado por ciúmes, sequestrou o amante da mulher num sótão durante três dias, sem lhe permitir comer, apunhalando-o antes de o lançar ao [Rio] Oder, onde viria a morrer de afogamento" (In. Jornal Público On-Line).

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Onda de Assaltos


Ultimamente o número de assaltos tem vindo a aumentar no nosso país, seja a instituições bancárias, ourivesarias, ou outros estabelecimentos de valores. Não só o seu número aumentou como também subiu o índice de violência praticado nos mesmos.
Num pais que muito há de terceiro mundista não é de admirar que assim seja e que o descontentamento se possa também reflectir nestas atitudes extremas.
Compare-se um país evoluído, por exemplo a Finlândia, ou a Noruega, com um país subdesenvolvido, como a Colômbia ou a Venezuela. O índice de criminalidade é esmagadoramente superior nas regiões carentes. E quando digo carente refiro-me à economia, saúde, educação, emprego, direitos humanos, etc.
A violência é proporcional à cultura de um país. Mas para se atingir o grau cultural desejado tem que haver o que comer, empregos, respeito pelos direitos humanos, segurança, um bom sistema de saúde, entre outros.
E onde se situa Portugal no meio disto tudo? Com uma classe politica mal formada e agarrada a tachos.
Esta onda de assaltos violentos reflecte, na minha opinião, a situação do país, o descontentamento para com as políticas seguidas e consequente desrespeito pelo Zé-povinho.

(fotografia: Daniel Allan)

sábado, 1 de setembro de 2007

Red Bull Air Race


Admito que não sou dado a grandes multidões, mas dentro de momentos vou-me embrenhar numa.
O espectáculo da Red Bull Air Race parece-me um acontecimento único que tem trazido imensa cor e agitação à zona ribeirinha do Porto e de Gaia.
Também pelo espectáculo, mas sobretudo pela paisagem, irei assistir ao encontro de mais de meio milhão de pessoas numa zona belíssima da cidade, com um rio maravilhoso, edifícios fantásticos, um sol de Verão e, para completar, umas avionetas que fazem umas acrobacias a pouco mais de meia duzia de metros do solo, a cerca de 400Km/hora.

A minha única "dúvida" é se os meus impostos não terão contribuido para o espectáculo!

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Vingança On-Line


A palavra que melhor define o meu estado após ter conhecimento do que a seguir vos vou falar é: ESTUPEFACTO.
A Internet pode ser maravilhosa, se bem gerida e aproveitada, mas também tem a outra face da moeda, "the dark side". Senão atentem neste site Confidentialaccess que pela módica quantia de 10 libras mensais (15 euros) denigre o nome dos inimigos do requisitante. Tudo passa por desacreditar o visado, que pode ir desde o comprometimento ante instituições financeiras até à criação de fraudes fictícios em nome dessa pessoa.
Apesar de afirmar a legalidade dos seus serviços a polícia já está a investigar.

(fonte: Público On-Line)

(fotografia: Thomas Jackson)

domingo, 26 de agosto de 2007

Plano de Combate a Incêndios

Este ano, o Plano de Combate a Incêndios está a resultar maravilhosamente. O Executivo arregaçou as mangas e fez os contactos correctos, para que de uma vez por todas nos livrássemos do inferno das chamas. Para tal, recorreu à divina providência que com a sua pronta disponibilidade mobilizou os meios necessários: chuva e mau tempo durante o Verão.
Quem não gostou foram os banhistas.

(fotografia: Walter Bibikow)

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Reflexão


Imaginemos que toda a carne que chega ao prato tivesse que ser manuseada, desde a sua origem, pelo próprio consumidor. Que repercussão teria tal facto no acréscimo de vegetarianos?
Ao olhar para o naco de carne, temperado, o cérebro bloqueia as fases pela qual terá passado até ali chegar, como se um bife nunca tivesse sido outra coisa senão... um bife!

(fotografia: Mike Hill)

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

The Power of Schmooze Award


A blogosfera é realmente fantástica. Agora surgiu The Power of Schmooze Award, com o objectivo de premiar/divulgar blogs. Por sua vez, os nomeados devem indicar quem os nomeou e nomear outros cinco.
O blog Alerta teve a felicidade de ser nomeado pelo amigo José Carreira, do Cegueira Lusa, ao qual desde já agradeço o reconhecimento.
Seguem as minhas cinco nomeações (sem ordem de preferência):

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Grande Manuel Alegre


Foi um regalo ler o artigo "Contra o medo, liberdade", publicado no jornal Público e da autoria de Manuel Alegre.

Num país onde é cada vez mais difícil acreditar na política e nos políticos, existem almas abertas que são capazes de analisar a realidade que a todos circunda, sem filtros nem medo. Como já noutras ocasiões o afirmei, vivemos num mundo em que o medo impera, ampliado pela comunicação social e que tolhe a acção por um Portugal melhor. As pessoas desesperam, mas nada fazem, limitam-se a um contentamento descontente, e vão andando manipulados pelos patrões, como fantoches.

Na política domina o seguidismo, os "tachos" e o egoismo. Dominados por liders corruptos e pouco sérios, cabe ao povo agir, participar e manifestar-se, pois o país é dos portugueses e não de meia dúzia de incompetentes que alcançaram o poder graças a empurrões e facadas nas costas.

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Comunicação Social


Não vejo notícias e raramente leio jornais. A informação que hoje é veiculada na maioria dos nossos órgãos de comunicação social é tão pobre que não vale o desperdício de 15 minutos.
Em tempos tinha prazer em adquirir o jornal e folheá-lo, acertando-me com o mundo. Deixei de o fazer quando me apercebi que o desacerto era maior depois de o ler. Tomei consciência que as notícias são quase sempre as mesmas, ou muito semelhantes: atentados no Iraque; conflito israelo-palestino; crise económica; criminalidade; etc. Um manancial de negativismo, uma fonte de medo, alimento primordial da nossa sociedade.
Deixei praticamente de ver televisão, tendo chegado a viver cerca de dezoito meses sem tal aparelho em casa.
Hoje os poucos programas que vejo confinam-se à grelha da RTP 2 (uma a duas horas semanais, se tanto).
Em relação à imprensa, por vezes, dou uma vista de olhos ao Público e de trás para a frente, pois desta forma quando chego aos temas ditos grandes abandono a leitura.
A Internet possibilita o acesso à informação mais seleccionada, e em relação aos temas de grande destaque é impossível fugir-lhes, a não ser que ande de venda nos olhos e tampões nos ouvidos.
Não pretendo ser influenciado pela mediocridade da maioria da comunicação social, que é dirigida a uma massa de gente ávida por desgraça alheia.

Tenho uma questão para a qual ainda não tenho resposta e talvez me possam ajudar: Será a nossa sociedade que molda a comunicação social, ou pelo contrário, a comunicação social que molda a sociedade?

(Perdoem-me aqueles que não se inserem neste saco)

Um exemplo sobre o estado da política.

Através do blog Cegueira Lusa, do amigo José Carreira, tive conhecimento do seguinte texto: "Quanto mais os partidos demorarem a reformar-se, mais provável será que se tornem desnecessários ao sistema", publicado no jornal Público a 27 do corrente mês, pelo Sr. Joaquim Jorge.
Não poderia deixar passar tal pérola sem aqui fazer referência. Aconselho vivamente a leitura do mesmo e para vos aguçar o apetite deixo o seguinte excerto: "os partidos são máquinas de "tachos" e de carreiras, exímios em afastar quem tenha valor ou luz própria, quem pense pela sua cabeça e quem não precisa da política para viver."
Digo mais, a política como hoje existe deveria ser extinta para dar lugar a uma forma de poder justo e solidário, despojada de interesses e riquezas sujas. Duvido que o próprio termo algum dia recuper e se volte a usar a palavra política sem estar associada a algo asqueroso.

domingo, 15 de julho de 2007

O atestado médico

Hoje recebi um mail de uma amigo com o texto que passo a transcrever e que peço que leiam com atenção:

"O atestado médico", por José Ricardo Costa, retirado do jornal O Torrejano:

«Imagine o meu caro que é professor, que é dia de exame do 12º ano e vai ter de fazer uma vigilância. Continue a imaginar. O despertador avariou durante a noite. Ou fica preso no elevador. Ou o seu filho, já à porta do infantário, vomitou o quente, pastoso, húmido e fétido pequeno-almoço em cima da sua imaculada camisa. Teve, portanto, de faltar à vigilância. Tem falta.
Ora esta coisa de um professor ficar com faltas injustificadas é complicada, por isso convém justificá-la. A questão agora é: como justificá-la? Passemos então à parte divertida. A única justificação para o facto de ficar preso no elevador, do despertador avariar ou de não poder ir para uma sala do exame com a camisa vomitada, ababalhada e malcheirosa, é um atestado médico.
Qualquer pessoa com um pouco de bom senso percebe que quem precisa aqui do atestado médico será o despertador ou o elevador. Mas não. Só uma doença poderá justificar sua ausência na sala do exame. Vai ao médico. E, a partir este momento, a situação deixa de ser divertida para passar a ser hilariante.
Chega-se ao médico com o ar mais saudável deste mundo. Enfim, com o sorriso de Jorge Gabriel misturado com o ar rosado do Gabriel Alves e a felicidade do padre Melícias. A partir deste momento mágico, gera-se um fenómeno que só pode ser explicado através de noções básicas da psicopatologia da vida quotidiana. Os mesmos que explicam uma hipnose colectiva em Felgueiras, o holocausto nazi ou o sucesso da TVI.
O professor sabe que não está doente. O médico sabe que ele não está doente. O presidente do executivo sabe que ele não está doente. O director regional sabe que ele não está doente. O Ministério da Educação sabe que ele não está doente. O próprio legislador, que manda a um professor que fica preso no elevador apresentar um atestado médico, também sabe que o professor não está doente.
Ora, num país em que isto acontece, para além do despertador que não toca, do elevador parado e da camisa vomitada, é o próprio país que está doente. Um país assim, onde a mentira é legislada, só pode mesmo ser um país doente.
Vamos lá ver, a mentira em si não é patológica. Até pode ser racional, útil e eficaz em certas ocasiões. O que já será patológico é o desejo que temos de sermos enganados ou a capacidade para fingirmos que a mentira é verdade.
Lá nesse aspecto somos um bom exemplo do que dizia Goebbels: uma mentira várias vezes repetida transforma-se numa verdade. Já Aristóteles percebia uma coisa muito engraçada: quando vamos ao teatro, vamos com o desejo e uma predisposição para sermos enganados. Mas isso é normal. Sabemos bem, depois de termos chorado baba e ranho a ver o "ET", que este é um boneco e que temos de poupar a baba e o ranho para outras ocasiões. O problema é que em Portugal a ficção se confunde com a realidade. Portugal é ele próprio uma produção fictícia, provavelmente mesmo desde D.Afonso Henriques, que Deus me perdoe. A começar pela política. Os nossos políticos são descaradamente mentirosos. Só que ninguém leva a mal porque já estamos habituados. Aliás, em Portugal é-se penalizado por falar verdade, mesmo que seja por boas razões, o que significa que em Portugal não há boas razões para falar verdade. Se eu, num ambiente formal, disser a uma pessoa que tem uma nódoa na camisa, ela irá levar a mal. Fica ofendida se eu digo isso é para a ajudar, para que possa disfarçar a nódoa e não fazer má figura. Mas ela fica zangada comigo só porque eu vi a nódoa, sabe que eu sei que tem a nódoa e porque assumi perante ela que sei que tem a nódoa e que sei que ela sabe que eu sei. Nós, portugueses, adoramos viver enganados, iludidos e achamos normal que assim seja. Por exemplo, lemos revistas sociais e ficamos derretidos (não falo do cérebro, mas de um plano emocional) ao vermos casais felicíssimos e com vidas de sonho. Pronto, sabemos que aquilo é tudo mentira, que muitos deles divorciam-se ao fim de três meses e que outros vivem um alcoolismo disfarçado. Mas adoramos fingir que aquilo é tudo verdade.
Somos pobres, mas vivemos como os alemães e os franceses. Somos ignorantes e culturalmente miseráveis, mas somos doutores e engenheiros. Fazemos malabarismos e contorcionismos financeiros, mas vamos passar férias a Fortaleza. Fazemos estádios caríssimos para dois ou três jogos em 15 dias, temos auto-estradas modernas e europeias, mas para ver passar, a seu lado, entulho, lixo, mato por limpar, eucaliptos, floresta queimada, barracões com chapas de zinco, casas horríveis e fábricas desactivadas.
Portugal mente compulsivamente. Mente perante si próprio e mente perante o mundo.
Claro que não é um professor que falta à vigilância de um exame por ficar preso no elevador que precisa de um atestado médico. É Portugal que precisa, antes que comece a vomitar sobre si próprio.»

Dura realidade. Vamos transformar o nosso país num local aprazivel para se viver e livre de algumas espécies virulentas. Vamos ser o antídoto, o remédio, a nova vaga dum Portugal que tanto tem para oferecer e para crescer.

sábado, 7 de julho de 2007

Está nas nossas mãos.


O nosso belo planeta azul nasceu há cerca de 4 mil milhões de anos (4 000 000 000) e durante esse período de tempo evoluiu numa perfeição extraordinária. Tudo o que hoje existe na vida natural vem-se desenvolvendo há muito, daí o perfeito equilíbrio que existe na natureza.
Num exercício de compactação do tempo, se compactarmos os 4 mil milhões de anos em 24 horas os dinossauros surgiram às 23h20, extinguindo-se alguns minutos mais tarde.
No que ao Ser Humano diz respeito, este surgiu, pasme-se, há precisamente 19 segundos, às 23:59:41.
Espantoso. Ainda agora chegamos e já evoluímos imenso, com todo o pendor negativo que essa evolução pode acarretar. Se em 19 segundos nos expandimos desta forma, temo que bastem alguns milésimos para destruirmos o que se criou em 24 magníficas horas.
Este blog tem como intuito primordial ajudar a impedir tal catástrofe, alertando o maior número de pessoas possível, a fim de levarem uma vida mais consciente e equilibrada com o mundo que nos circunda.

(fonte: National Geographic)

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Pare de reclamar!


Há uns dias tive conhecimento de uma acção que começou por envolver um padre norte americano, uma pulseira de silicone e o pretexto de acabar com queixumes.
Quantos já não terão dado o conselho de que o queixume em nada contribui para a felicidade do quixoso? Pois bem, o Padre Will Bowen foi mais longe e teve a ideia de criar uma pulseira que tem como objectivo ser usada durante 21 dias sem qualquer tipo de queixa, bisbilhotice ou critica, caso contrário terá que se mudar para o outro braço e voltar a contar do zero.
Os cientistas acreditam que leva 21 dias a criar um novo hábito, e a pulseira servirá para relembrar ao seu portador a forma como é possível levar a vida com intenções positivas.
Os interessados podem encomendar A Complaint Free World SM Bracelets totalmente gratuita clicando aqui.

Exemplo de uma queixa:

Ontem, estava eu a aproveitar o sol na praia, quando as minhas vizinhas de toalha, senhoras de meia idade conversavam animadamente. Nisto, sai-se uma com o seguinte: "Não gosto da praia por causa disto, é areia por tudo quanto é sítio". Nem queria acreditar, trata-se obviamente de uma queixosa em estado avançado, pois nem mesmo os peritos nesta materia conseguem vomitar uma reclamação tão estupefacta.

sábado, 16 de junho de 2007

"O óbvio é aquilo que ninguém vê..."


"O óbvio é aquilo que ninguém vê, até que alguém o expresse com simplicidade"
(Khalil Gibran)

É por esta razão que muitos não compreendem o óbvio no nosso país, pois com tantos pseudo drs. e eng. o básico passa-lhes ao lado. Discorrem discursos ocos com palavras caras (compradas a crédito) e a simplicidade captada pelo mendigo é-lhes estranha.

domingo, 10 de junho de 2007

Allison Stokke - vantagens e desvantagens da Internet.


Chegou há poucos anos a nossas casas e aos nossos locais de trabalho e se hoje nos faltasse já não saberiamos o que fazer. Falo obviamente da "redeinternacional" ou em inglês Internet. Mas esta maravilhosa ferramenta se for usada para fins menos próprios pode ser muito incómoda. Leiam o seguinte excerto retirado do jornal on-line Portugal Diário sobre a foto que já fez correr muita tinta:

«Imagine que é uma jovem bela, estudante e de porte atlético reconhecido, fruto do intenso desporto em campeonatos regionais, mas anónima até para os vizinhos, ou talvez não.
Um dia coloca as suas fotos na Internet e de repente é famosa. As fotos, em que está com as justas roupagens de atleta, recebem milhões de comentários, alguns menos próprios: «Masturbo-me a pensar em ti». E milhares de pessoas já têm a sua foto como fundo do monitor. Como iria reagir?
Allison Stokke, a quem a descrição anterior corresponde, admitiu ao The Washington Post que está farta. A atraente estudante da Califórnia e jovem atleta de salto à vara é uma das estrelas do Youtube, tem um sítio de fãs com mais de mil pessoas registadas. E uma rápida busca do seu nome no Google apresenta mais de meio milhão de resultados.
A sua página de fãs recebeu mais de um milhar de comentários e o vídeo mais de 150 mil visitas. Uma semana depois do seu telefone não deixar de tocar, entre tentativas de fãs e jornalistas, pediu ajuda a especialistas.
É conhecida em qualquer café e tem medo.
A situação de Stokke ilustra o poder e os perigos da Internet. É conhecida em qualquer café e tem medo. Nunca fica sozinha em casa. O pai, advogado, passa as tardes na rede à procura de delinquentes sexuais interessados nela.
»

A foto que tudo despoletou é a que eu aqui vos apresento.

- A miúda é gira?
- É!
- Tem um corpo escultural?
- Têm!
- E é famosa porquê?
- Porque é gira, escultural, o click foi feito no momento certo e... existe a Internet.

Ingredientes mais do que suficientes para cativar fanáticos do mundo virtual.

E a privacidade da jovem?!



quarta-feira, 30 de maio de 2007

Onde isto chegou e onde irá parar! O Caso Madeleine.


Não me havia ainda manifestado acerca desta questão por duas razões: primeiro porque julgo demasiada a propaganda por parte dos meios de comunicação social e segundo porque não julgo ser tema de interesse nacional por tantos dias consecutivos.
Quem diria que o desaparecimento de uma menina, por terras do Algarve, iria dar a volta ao mundo e fazer correr tanta tinta? Quantos jovens desaparecem não se dando especial ênfase a tal facto?
É compreensível que os pais e conhecidos mobilizem todos os meios para encontrar a pequena Madeleine, mas daí até se tornar um caso de interesse mundial parece-me despropositado e um grande exagero.
O facto de os progenitores serem britânicos, e médicos, fez com que a nossa habitual mordomia disponibilizasse os meios possíveis e impossíveis ao serviço de sua majestade.
Como se sentirá a mãe do jovem Rui Pedro, desaparecido há nove anos, ao ver tal aparato?
O desaparecimento da criança britânica mobilizou mais meios do que aqueles que por vezes são facultados para combater catástrofes.
Até o Papa recebeu os pais da menina. É caso para dizer: por amor de deus!

sábado, 19 de maio de 2007

A "nossa" democracia


Será que notícias destas ainda me devem surpreender?:

«Professor de Inglês suspenso de funções por ter comentado licenciatura de Sócrates

Um professor de Inglês, que trabalhava há quase 20 anos na Direcção Regional de Educação do Norte (DREN), foi suspenso de funções por ter feito um comentário – que a directora regional, Margarida Moreira, apelida de insulto – à licenciatura do primeiro-ministro, José Sócrates.

(...) o professor faz os seus comentários sobre a situação. "Se a moda pega, instigada que está a delação, poderemos ter, a breve trecho, uns milhares de docentes presos políticos e outros tantos de boca calada e de consciência aprisionada, a tentar ensinar aos nossos alunos os valores da democracia, da tolerância, do pluralismo, dos direitos, liberdade e garantias e de outras coisas que, de tão remotas, já nem sabemos o real significado, perante a prática que nos rodeia."»
Veja a notícia completa aqui: Jornal Publico

sábado, 5 de maio de 2007

10 Contributos


Num mundo que corre não se sabe bem para onde, é essencial despertar a consciência ambiental de todos os que nos rodeiam.
Continuamos, em pleno século XXI, com a sensação que o planeta é imenso e inesgotável, mas infelizmente não é.
Claro que em relação à 20 anos atrás muita coisa mudou para melhor, mas em contrapartida o nível de poluição em massa, praticado por multinacionais, tornou-se mais intenso.
Os países que se dizem evoluídos, mas que têm líderes pré –históricos, nem sequer aderiram ao protocolo de Quioto, e aqueles que o assinaram não respeitam as medidas. Vive-se pelo lucro, o ambiente pode esperar.
Os atentados que estão a ser cometidos são enormes e a maioria da população nem quer saber. “Longe da vista, longe do coração”.
Uma dica para aqueles que gostam de saber o que se passa à sua volta e não deixam que a classe política manipule aquilo em que acreditam: vejam o documentário Uma Verdade Inconveniente, do ex-candidato à casa branca norte americana Al Gore. Talvez depois compreendam o porquê de ter perdido as eleições.
Para além de verem o filme, se estiverem interessados em contribuir de uma forma mais prática seguem-se 10 passos simples, mas que em grande escala farão toda a diferença:

Mude uma lâmpada:

Substituir uma lâmpada convencional por uma fluorescente evita o envio para a atmosfera de 68Kg de dióxido de carbono (CO2), por ano.

Conduza menos:

Caminhe, ande de bicicleta, use mais transportes públicos, sempre que possível. Evitará o envio para a atmosfera de 450g de CO2 por cada Km em que não use o automóvel.

Recicle mais:

Pode poupar a atmosfera em 1088Kg de CO2 por ano, reciclando apenas metade dos materiais que usa no seu dia a dia.

Verifique a pressão dos pneus:

Manter os pneus com a pressão ideal pode fazer com que se poupe 3% do combustível.

Reduza o uso de água quente:

Aquecer água exige um enorme gasto de energia. Instale um chuveiro com baixo caudal (menos 159Kg de CO2/ano) e lave as suas roupas a temperaturas mais baixas (menos 227Kg de CO2/ano).

Evite produtos com muitas embalagens:

Se reduzir o lixo em 10% evita o envio para a atmosfera de 544 de CO2.

Ajuste o termostato:

2.º graus abaixo no Inverno e 2.º acima no Verão (menos 907Kg CO2).

Plante uma árvore:

Uma única árvore absorve uma tonelada de CO2 durante a sua vida.

Desligue os aparelhos da corrente eléctrica:

Simplesmente, desligue a TV, o Dvd, a aparelhagem; e o computador, quando não os está a usar. O Standby também gasta energia.

Encoraje os seus amigos e conhecidos a ver o documentário Uma Verdade Inconveniente.

Imagine o contributo que dará ao planeta e às gerações futuras com esta medidas. Faça as contas e veja as toneladas de dióxido de carbono que deixará de emitir, agora multiplique pelos seus conhecidos e amigos.
Acredite, é um forte contributo.

Obrigado!

quarta-feira, 25 de abril de 2007

A Verdadeira Revolução


Faz hoje 33 anos que Portugal se libertou da ditadura salazarista. É sem dúvida uma data a assinalar. Homens e mulheres que em prol da liberdade lutaram por um futuro melhor, arriscando as suas próprias vidas. Uns heróis.

Após três décadas o acontecimento ainda se comemora com emoção, mas para muitos é algo distante e impreciso. Alguns colocarão a seguinte questão: “Terá o 25 de Abril libertado o povo?”. Sem dúvida que existe uma autonomia que no Estado Novo não era possível e devemos dar graças por essa data, mas onde está a verdadeira liberdade? Vivemos num Portugal escravo, sujeito a uma repressão e uma política que se diz liberal, mas que na verdade é na maioria das vezes inimiga do povo.

Da ditadura passou-se a um regime que não se pode chamar de democrático, pelo facto de não o ser para todos. Nunca se viu tanta insatisfação, tanta crítica, tanto desânimo e falta de crença nas políticas que nos governam. Os próprios políticos não fazem mais do que criticar a oposição, escondendo as suas faltas com os defeitos dos outros.

Portugal precisa de uma verdadeira revolução, uma revolta consciente, que mais uma vez só o povo pode encetar.

São necessárias condições para se viver em regime liberal e uma delas é o respeito pelo empregado, pelo elo fundamental do desenvolvimento. Enquanto as entidades patronais deste país continuarem a tratar o seu pessoal como números, não respeitando o homem que existe para além do funcionário, não existirá liberdade possível.

Cabe ao cidadão manifestar-se, não se deixar pisar, olhar olhos nos olhos o opressor e demonstrar a sua força. Só com este tipo de atitude se atingirá o lema: “o povo unido jamais será vencido”. O medo, esse não pode existir, pois é inimigo da liberdade.

Um ambiete higiénico


A conhecida cantora Sheryl Crow é também uma ferrenha defensora do ambiente, senão analise-se a sua proposta para proteger o planeta: "o uso de papel higiénico em grandes quantidades devia ser proibido para assim se proteger o meio ambiente", cada pessoa deve usar "apenas um quadrado em cada ida à casa de banho, excepto, é claro naquelas ocasiões desagradáveis onde dois ou três podem ser necessários".Cara Sheryl, duvido que a maior parte das pessoas consiga manter uma higiene adequada usando um só quadrado.Existe um rol de cuidados essenciais que podem ser seguidos para se proteger o globo, não creio que o uso de papel higiénico vá influenciar em demasia tal objectivo.Proteger o ambiente sim, mas de rabinho limpo.

quinta-feira, 12 de abril de 2007

Causas de Morte


Pensem nisto:

as principais causas de morte nos países ditos evoluídos estão estreitamente ralacionadas com os maus hábitos alimentares, sobretudo os excessos. Por seu lado, nos países subdesenvolvidos morre-se exactamente pela razão oposta, a escassez alimentar.

Uma das formas de atenuar este desequilíbrio, caso não pretendamos partir em missão humanitária, é aprimorarmos a nossa sensibilidade a todos os níveis, não caindo em excessos que de uma certa forma acabam por prejudicar os que estão do outro lado da balança.
Sejamos amplamente conscientes.

Ninguém cometeu maior erro do que aquele que não fez nada só porque podia fazer muito pouco. (Edmund Burke)