sábado, 17 de fevereiro de 2007

Estás satisfeito com a forma como levas a tua vida?



Se a resposta é um sincero "sim", então os meus sinceros parabéns, pois fazes parte de uma pequena falange da população. Pelo contrário, se a resposta é "não" pergunto eu: "De que é que estás à espera?!"
A grande maioria dos indivíduos vive uma vida que não pretende, insatisfatória, ou pelo menos não realizada na sua plenitude. Infeliz e incompreensivelmente essa situação não é suficiente para despoletar uma mudança.
Não que estejam insatisfeitos com a sua actividade, o seu emprego, mas por outro lado o mesmo também não os satisfaz, não os realiza. Passa-se uma vida a trabalhar várias horas por dia, insatisfeito, em prol de uma promoção que resultará em mais uma ou duas horas de trabalho diário.
O medo e a insegurança serão apontados como os principais obstáculos à mudança. O medo paralisa uma sociedade, dando lucro àqueles que o usam de forma manipuladora.
Vivemos na era da insegurança e do pavor: é o terrorismo; a gripe das aves; a crise; as despesas; a insegurança urbana; o desemprego; a solidão; até o medo de ser verdadeiro e lutar pela auto realização.
Uma espécie de pandemia apoderou-se das mentes, veiculada sobretudo pelos meios de comunicação social, em especial a televisão, essa manipuladora.
Vive-se na letargia: acordar de madrugada; sair de casa sem pequeno-almoço; enfrentar o trânsito enquanto se leva os filhos à escola; chegar atrasado ao trabalho; preocupações e pressões laborais; meia-hora de almoço num qualquer balcão, em pé, num ambiente saturado de fumo; mais trabalho insatisfatório; regresso a casa; mais trânsito; filhos aos berros; preparar o jantar; televisão (desgraças e novelas); cama; insónia; e um novo dia.
Certa e felizmente algumas almas não vivem dessa forma.
Sim, a mudança não é fácil, mas uma vida inteira inerte, com a sensação de que não estamos a cumprir aquilo que gostaríamos de levar a cabo ainda é mais insuportável.
Pena é que muitos só se apercebam quando é demasiado tarde: sentados num banco de jardim, numa tarde de Outono, enquanto as folhas amarelecidas caem e se aproxima o Inverno da vida.

"Sem saber exactamente por que estou aqui, e aquilo que quero fazer, limito-me a fazer as coisas que a maioria das pessoas faz" (In. O Café dos Porquês de John P. Strelecky, editora Sinais de Fogo)

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

Em prol do ambiente


Num mundo contaminado pela poluição há exemplos que nos fazem acreidar num futuro melhor:

Existe uma empresa no distrito de Viseu, mais propriamente em Chãs de Tavares, concelho de Mangualde, que é um belo exemplo no que diz respeito à preservação ambiental. Chama-se Transportes Lemos, Lda e apesar de pertencer a um ramo tradicionalmente poluidor fazem de tudo para minorar o impacto ambiental da sua actividade.
Em média, por cada viajem plantam 10 árvores, tal como vem descrito na notícia publicada no passado dia 3 no Jornal de Notícias. "Em 20 anos já florestou uma área de 400 hectares". Sem dúvida um exemplo a seguir.
Mas o empenho em prol do ambiente não se fica por aqui, pois para além da florestação também fazem a manutenção dos bosques criados, prevenindo futuros incêndios. Um dos proprietários nem sequer tira férias em Agosto, para assim ficar de plantão e vigiar o território em causa.
Com esta política pretendem "contrariar o rótulo de poluidora que está invariavelmente associado às empresas transportadoras".
Empenham-se também em adquirir camiões menos poluentes, como os que adquiriram recentemente, 10 unidades que custaram mais cerca de quatro mil euros cada um. Só usam óleos sintéticos e uma marca de pneus mais resistente.
Lamentam a falta de apoio governamental, visto não existir benefícios fiscais para tal empenho.

Mais três apontamentos:

- os filhos do empresário chamam-se: Dinis, em homenagem ao monarca que plantou o Pinhal de Leiria, e Diana, a deusa da caça;
- o logotipo da empresa é propositadamente verde;
- as peças de plástico dos camiões, que vêm com a cor preta de fábrica, não são pintadas evitando-se assim o uso de tintas diluentes e outros materiais poluentes.

Os meus mais sinceros parabéns aos empresários Mário e Jorge Lemos pela elevada consciência ambiental e pelo exemplo positivo que transmitem à nossa poluente sociedade.

Obrigado Transportadora Lemos, Lda.

sábado, 3 de fevereiro de 2007

Ainda o aborto

Se o "não " ganhar será uma tremenda injustiça, como o tem sido até aqui. O "não" aplicar-se-á somente às mulheres com baixos recursos, pois, e como afirmou o ex-ministro da Justiça Laborinho Lúcio: estão impedidas de fazer o aborto aquelas que não tem condições económicas para interromperem a gravidez num pais estrangeiro.