quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Um exemplo de gestão e ética


Imagine-se dono de uma empresa e que num acto de consciência decide viver durante um mês com o valor mensal que paga aos seus funcionários. Ao chegar ao 20.º dia já só tem € 20 na carteira. Toma então uma atitude: aumentar os ordenados em € 200.
Foi exactamente o que se passou com Enzo Rossi, empresário italiano de 42 anos de idade, dono de uma fábrica de confecção de massas, em Campofilone, uma localidade com cerca de 1700 habitantes.
Após a experiência, Rossi sentiu-se devastado com as condições que estava a facultar, e vai dai aumentou o ordenado de € 1000 para € 1200.
Foi notícia e alvo de interesse em Itália e no mundo. Em Portugal coube à Revista Sábado a divulgação.

Fica o exemplo para outros gestores e para os próprios governantes, que muito falam, que não aumentam os trabalhadores, mas não têm noção das dificuldades sentidas por aqueles que ganham ordenado mínimo ou pouco mais do que isso.

Nota: o salário mínimo em Itália, há bem pouco tempo, era de € 900.
Site da empresa: La Campofilone

6 comentários:

SILÊNCIO CULPADO disse...

Ehehehehehehehehe!.... Olha não sabia que eras tão engraçado.
Eu estou a imaginar uma porrada de situacões eheeheheheehehe!..
E já agora as pensões milionárias que recebem os reformados de luxo e ainda acrecidas de uns "complementozitos" pelos bons serviços prestados à pátria, a viverem com pensões abaixo dos 370 euros como vivem dois milhões de portugueses.
Gostei muito do post, entenda-se. É preciso levantar estas quesões.

Tiago R Cardoso disse...

Pode ser, será um bom exemplo, no entanto desconfio que não deva ter muito empregados.

Mesmo assim o senhor este vem.

quintarantino disse...

Li a notícia e pensei cá com os meus botões: "Os Van Zeller's deste País a esta hora devem estar a pensar se não se pode interditar o homem...".

JOY disse...

Cada caso é um caso é verdade que muitas empresas poderiam ter essa atitude sem qualquer problema ,mas para algumas ( muitas) iria ser muito complicado.


JOY

7 Pecados Mortais disse...

Há muitos casos que deveriam de ser pensados desta forma. É verdade que nem todos o podiam fazer, mas quem não faz e podia fazer, está mais preocupado com o seu umbigo. Abraços.

SILÊNCIO CULPADO disse...

Olá, amigo Crítico!

Tenho andado ausente por motivo de saúde de familiares e amigos próximos. Porém agora que "regressei", tenho no Silêncio Culpado um texto em que me identifico (nome e rosto) fazendo cair o tabu do Silêncio.