sábado, 22 de novembro de 2014

Incoerência

Cada vez mais se fala na defesa dos direitos dos animais, a sociedade torna-se cada vez mais consciente e atenta a maus-tratos infligidos aos nossos amiguinhos de quatro patas. Contudo, não compreendo como há tanta gente a dizer que é defensora destes e depois, ao almoço, se senta à mesa para comer um bife de vitela*.

* Quem diz vitela diz porco, galinha, frutos do mar, ou seja, qualquer animal.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Snooze


Em conversa com um amigo este afirmou que o ato de clicar no snooze pela manhã é o primeiro ato de procrastinação do dia. Um frase tão simples e cheia de razão. Fiquei a pensar sobre o assunto, não que seja um adepto do snooze, contudo sei de muito boa gente que passa minutos nesta demanda do levanta não levanta. Seria caso de estudo. Sempre me pautei por me levantar de um salto, desde os tempos do colégio, em que a disciplina inerente assim o exigia. Julgo que o gosto pela vida que se leva é em certa medida refletida nesse adiar da jornada, ou talvez não, poderão existir casos em que o despertar seja realmente uma violência, por exemplo, para aqueles que se deitam demasiado tarde. Mas voltando ao gosto pela vida, pela profissão, pelo dia a dia, esses não têm qualquer problema em levantar-se seja a que hora for, a vida palpita-lhes intensamente nas veias, há muito a realizar e o tempo é de ouro. Um snooze de 10 minutos diário significa mais de uma hora por semana a dormitar, sem que na realidade se esteja a descansar. Esses 70 minutos semanais são 3650 anuais, ou seja, mais de 60 horas no limbo, 60 horas que nos dias que correm são preciosas a todos níveis. E esta conta aplica-se a quem só clica uma vez no snooze! Fica o caso para reflexão… e amanhã quando o despertador tocar deligue-o e dê os bons dias à vida, com gana!



sábado, 2 de agosto de 2014

Dualidade


Num mundo de dualidade há gente boa, há gente má. Prefiro conviver com a gente boa, mas de tempos a tempos temos de conviver com aqueles que são intratáveis. Um pouco de superação, bom senso, e ultrapassamos esses momentos. 

De cada vez que tratamos com esses intratáveis, o nosso coração fica ainda mais aberto para aqueles que são bons, para aqueles com os quais nos dá prazer conviver, partilhar e crescer. Portanto, faz parte da vida crescermos com essas adversidades e com elas aprendermos, sempre.

terça-feira, 4 de março de 2014

Carnaval nos tempos idos

Lembro-me do Carnaval de outros tempos, numa pequena aldeia do Montemuro, nos idos anos 80.
O aproximar das férias e a excitação crescente da época, com o comprar de pistolas de água, raspas e estalinhos, bombinhas de vários tipos e de mau cheiro e... bombas a sério, capaz de causar danos e ferir gravemente quem as manuseava e os que estavam próximo.

Questiono-me como seria possível estarem à venda artigos tão perigosos, felizmente nem eu nem nenhum dos meus compichas se magoaram, mas tive conhecimento de algumas história que correram menos bem. No entanto, eram essas perigosas bombas que causavam maior furor e lembro-me bem como adorávamos fazer explodir latas de salsichas, vendo-as ir pelos ares. Havia-as de vários tipos, as de 5 escudos, e as mais caras. Quanto mais subia o preço mais potente/perigosa era a dita. Recordo colegas meus dizerem que as de 20 escudos rebentavam com uma porta, nunca o confirmei, felizmente. Contudo, conhecia bem as de 5 escudos, e acendendo o pequeno rastilho, colocando-as debaixo de uma lata de salsichas vazia, ao explodir a lata subia a uns 5 metros de altura.

Apesar do perigo recordo esse tempo com saudade, era uma altura de brincadeiras perigosas, mas como dizia o ditado: É Carnaval, ninguém leva a mal!"

Viviam-se os anos 80 e o sinal da interioridade, numa aldeia bem na Serra do Montemuro. Todas as crianças eram como se fossem da mesma família e o recreio da escola era o mesmo local onde brincávamos nas férias, ou seja, as ruas e as pequenas eiras da terra.

Hoje o Carnaval continua a parecer divertido, alegre, e por vezes, também tão perigoso como outrora, mas a outros níveis. Viver na cidade é diferente, a magia de se ser criança num meio rural não tem igual.