sexta-feira, 25 de julho de 2008

Entrevista com Robert Happe

Por favor, disponibilizem meia hora para verem esta entrevista, não se vão arrepender.

Já é tempo de despertar.

(Esta entrevista foi-me inicialmente enviada pelo amigo Pedro Lopes e mais tarde pelo Miguel Peixoto, e por ser extensa ainda não a tinha visto. Não caiam no mesmo erro)

Liga de Futebol na RTP. Quem paga?


É inaceitável, que num pais com tantas carências, o Estado, neste caso via RTP, faça um investimento de 16 milhões de euros para poder transmitir um jogo por semana da Liga de futebol, durante os próximos dois anos.
16 milhões de euros corresponde, segundo o jornal Público On-Line, a um valor quase sete vezes superior aos lucros auferidos pela estação de televisão durante o ano passado.
E pergunto eu: se a RTP está agastar mais do que aquilo que ganha, quem é que vai pagar? A resposta é óbvia e começa a ser habitual.

(Fotografia: Henrik Sorensen)

sábado, 5 de julho de 2008

A Tomada de Consciência


A Revolta

Milhões de homens caminham em direcção ao abismo da extinção da espécie humana. Marcham tal batalhão inerte e hipnotizado pela guerra. À primeira vista não compreendem para onde se dirigem, não há tempo para reflectir sobre o caminho que tomam, a vida conturbada não o permite.
Entre esse aglomerado de milhões de indivíduos surgem pequenas facções, plenamente conscientes dos passos que estão a dar e tentam demover os restantes. Mas não raras vezes ainda são agredidos por estes.
Enquanto a marcha prossegue, e ao fundo já se vê o fumo negro da fornalha que a todos consumirá, ouvem-se vozes de alerta de seres que suplicam aos demais que não é este o caminho correcto. Pequenos grupos unem-se e lutam contra os generais do batalhão, contudo as suas armas não passam de palavras certeiras, ao passo que os “zombies” agridem violentamente aqueles que tentam ajudar.
Um ou outro junta-se aos pequenos grupos, apesar da maioria seguir lentamente em direcção à escuridão, como uma espécie de corrente de lava.
O calor abrasador já se faz sentir, mas ainda é tempo. A resistência luta arduamente e apesar de ínfimos os resultados começam-se a verificar. Os revoltosos tentam inverter o sentido da marcha do batalhão, mas por enquanto a corrente ainda é demasiado forte, são necessários mais voluntários para demover os que ainda não se aperceberam do caminho que estão a tomar.
O tempo urge, precisamos de ti.

A Batalha

Espadas cintilam no ar e embatem violentamente contra lâminas inimigas. Feixes de luz cortam a noite e fortalecem o luar que ilumina o campo de combate. Vultos dançam a coreografia da vida e da morte.
Hoje as espadas e o campo de batalha são outros, mas luta-se igualmente numa noite de luar, insuficiente para se ver ao longe. Aguardamos o raiar do dia e a vitória. Esperamos a luz.

A Vitória

Corpos exaustos da luta, sem capacidade para levantar por mais uma vez que seja a sua espada, guardam ainda energia para a dança da vitória. Dançam ao som de tambores inebriantes, iluminados por fogueiras altas e calorosas.
Movem-se em pleno êxtase e de olhos fechados agitam os braços no ar ao ritmo do som.
O dia começa a raiar e milhares de mãos estendidas ao alto recebem a luz que traz uma nova oportunidade, um novo dia.

(Fotografia: Chase Jarvis)