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HIV deixa cozinheiro sem emprego


É impressionante como conseguimos descer tão baixo em determinadas matérias. Gostamos de ter a maior árvore de Natal da europa, entre outras futilidades, mas no que realmente interessa somos muito pequeninos. Apesar de alguns se acharem importantes, mas essa acesso de altivez não passa de ar insuflado.
Como é que o Tribunal da Relação de Lisboa, e anteriormente o Tribunal do Trabalho da mesma cidade, puderam considerar legítimo o despedimentos de um cozinheiro infectado com HIV?!
Trata-se de uma acção discriminatória aberrante.
O Médico José Vera, responsável pela unidade de tratamento de HIV/sida do Hospital de Cascais, diz em declarações ao jornal Público «estar-se em presença de "mentalidade da Idade Média"».
Os tribunais referidos afirmam "que o suor, lágrimas ou saliva podem transmitir o HIV", ao que o médico citado contrapõe "é um disparate completo".

O que vai na cabeça destes juizes? Tudo menos juízo!

(fotografia: Henrik Sorensen)

Comentários

tagarelas disse…
Tem razao somos mesmo pequeninos. Vestimos uma fatiota nova, embelezamos o bairro, mas continuamos vitimas do atraso causado por anos e anos de mentalidade medieval. Portugal veste-se de comtemporaneidade, mas continua a pensar como no passado. E o pior orgulha-se disso.
Tiago R Cardoso disse…
Pelos vistos o juiz não soube ler os dois pareceres que tinha na mesa.

Parece-me um juiz muito bem "informado".
quintarantino disse…
Não era um juíz, eram três. O que ainda causa mais perplexidade.
Quando se retiram filhos aos pais só pela orientação sexual,nada já me espanta.
Anónimo disse…
«estar-se em presença de "mentalidade da Idade Média"» - pegando nesta frase, concluo mesmo que é tudo uma questão de mentalidade, inclusive dos próprios juízes que citaram a sentença.

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