Avançar para o conteúdo principal

O valor da História nos nossos tempos

Vivemos numa época em que o tempo corre mais rápido do que nunca, as solicitações do dia a dia são crescentes. Desde tenra idade se sai de casa muito cedo e se chega muito tarde, deixando pouco espaço tanto a adultos como a crianças para o lazer, para o explorar outras áreas do conhecimento. Essa demanda constante leva a que algumas disciplinas sejam relegadas para segundo plano. Temos o exemplo da História. Para muitos esta, à primeira vista, não parece fundamental, mas é um pilar da sociedade, sobretudo de sociedades livres e que assim queiram continuar. É urgente conhecer a nossa História.

Como se costuma dizer, quem faz a História são os vencedores, e acredito que em certa medida assim seja, contudo há factos que são inegáveis, acontecimentos que no decorrer dos tempos se foram verificando e que levaram ao colapso de civilizações. Catástrofes que poderiam ser evitadas se o povo fosse mais culto a esse nível e tivesse bem presente acontecimentos históricos, por vezes, muito recentes.

Atualmente, o mundo vive numa das épocas de maior estabilidade, de paz e de comunicação, no entanto, há sinais de que tal poderá não durar muito mais tempo. Desde extremismos que começam a despontar novamente; insatisfação geral do povo em relação a muitos aspetos da vida quotidiana, sem se reverem na maioria da classe política; líderes radicais que vão surgindo aqui e acolá, com um crescente número de apoiantes, e que inicialmente não parecem constituir ameaça, mas quando se acordar poderá ser demasiado tarde.

A História ensina, ensina através da experiência, outros já deram as suas vidas para que o mundo se tornasse num local melhor, não há necessidade de se passar pelas mesmas provações. Outras provas nos serão colocadas, mas as mesmas eram de se evitar. É só estudar e facilmente se consegue visualizar que caminhos não podem nem devem ser seguidos, pois o resultado dessas vias já foi comprovado repetidas vezes.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Alimentação consciente

Hipócrates, considerado o pai da medicina, disse: "Que o teu remédio seja o teu alimento e que o teu alimento seja o teu remédio." Mais de dois mil anos depois essa frase nunca foi tão desrespeitada como nos nossos dias. Vivemos numa época em que o fast food é lei, com todas as implicações que daí advêm não só para a saúde física do indivíduo, mas para a própria saúde financeira de cada um e do Estado. Não é preciso ser um especialista para analisar que caminhamos para uma Era de doenças relacionadas com aquilo que se come. Aliás, isso já é notório nos países mais desenvolvidos, basta olhar para o Estados Unidos da América: obesidade, diabetes, cancro, AVC, tensão alta, alergias, etc. Os médicos de clínica geral, normalmente, pouco sabem sobre alimentação, no entanto é a eles que recorre a maioria da população. Nem todos podem ou sabem como fazer para consultar um especialista em nutrição, nutricionista ou nutrólogo. A sociedade está a ficar doente, mas a questão vai muito …

Amar uns, matar os outros.

Há coisas tão simples que nos passam despercebidas.

Fomos educados numa sociedade onde é comum a chacina dos animais para nosso bel-prazer. Alguns dirão que é por necessidade, pois bem, isso é desconhecimento, ignorância. Outros dirão que é por prazer, nesse caso o problema é maior, pois para afagar o palato não se importam que um ser tão meigo e digno de vida, como o seu animal doméstico, seja brutalmente assassinado, depois de uma vida miserável de sofrimento, apenas para ele o ter no prato.

Vivemos tempos fabulosos de paz, comparando com tempos passados da nossa História, contudo há ainda um mar de gente que na correria das suas vidas nunca parou para pensar, ou nunca foi obrigado a tal, sobre aquilo que come, que esses hábitos causam sofrimento a muitos, que estão a arruinar o planeta e que ainda por cima lhes estão a dar cabo da saúde, matando-os lentamente.

Claro que é todo um negócio, e é bom para esse mercado que as pessoas continuem com os seus hábitos sem pensar muito. A pró…

Bêbados de sono

Segundo Charles Czeisler, investigador de Harvard, um período de 25 horas sem dormir, ou um descanso de apenas cinco horas por noite durante uma semana, são o equivalente a uma taxa de alcoolémia de 1g/l. Mas a verdade é que a ética do mundo empresarial exalta esses feitos. "Jamais seríamos capazes de dizer: 'Esta pessoa é um excelente trabalhador! Anda sempre bêbado!'", escreveu ele na "Harvard Business Review", em 2006.
In. Revista National Geographic Portugal, de Maio de 2010.