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Caixa de Pandora, do bem.

Mudar de hábitos, por tomada de consciência, torna-se uma demanda de progressão sem fim. O que em certa medida é ótimo, pois é sinal que estamos a aprimorar, mas que muitas vezes gera conflito social, num círculo mais próximo com a família, num círculo mais alargado com os demais colegas e conhecidos.
A mudança para uma alimentação vegana tem, maioritariamente, como principal motor a ética animal, o apercebermo-nos que não necessitamos de viver com base no sofrimento dos outros, que esses outros não têm de morrer, torturados de forma macabra, para que nos possamos alimentar dos seus músculos, vísceras e orgãos internos, ou usarmos as suas peles.
Após o momento em que se decide mudar a alimentação por questões éticas é um não volta atrás. Já as mudanças por razões de melhoria da saúde muitas vezes têm um volte face, e quem se apregoava vegetariano vem alguns meses ou anos depois dizer que voltou a comer carne, seja qual for a desculpa que achou mais conveniente.
Apesar de alguns adotarem imediatamente o veganismo, a maioria começa por deixar a carne, depois percebe que não é ético continuar a comer peixe, pois eles sofrem tanto como os irmãos terrestres, de seguida não toleramos mais os produtos lácteos, aquela secreção mamária, viscosa, e plena de pus, destinada aos bezerros e não aos humanos, que mina a saúde de forma brutal. De seguida os ovos, depois não queremos que explorem as ovelhas para vestirmos lã, quando há tanta alternativa boa. Couro muito menos. As abelhas não tem de trabalhar para nós, o mel é delas não nosso. Depois a questão dos químicos, quanto menos melhor, então siga para os biológicos certificados. Trigo?! É um veneno, informe-se. Nos últimos 50 anos o teor do glúten no trigo aumentou 400%.
Depois?! Depois é o bem estar que sentes, a felicidade da liberdade de poderes escolher ser ético, saudável e amigo do ambiente. E ainda por cima com mais energia, mais garra, pujança sexual, força, vitalidade, um aroma corporal quase floral, sem a goma carniça a sair pelos poros da pele. Tanta vantagem em ser vegano, tanta! Para nós e para o mundo!


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