quarta-feira, 14 de maio de 2008

Desconhecia a lei?!!!


Sobre a polémica do Primeiro-Ministro José Sócrates ter fumado em pleno vôo da TAP: "Em declarações aos jornalistas, na venezuela, o primeiro-ministro diz que desconhecia que estava a violar a lei." (In. Público On-Line).

Inacreditável.
Para além de violar a lei ainda mente.

Sem mais comentários.

4 comentários:

SILÊNCIO CULPADO disse...

Crítico
Já pediu desculpa e prometeu não voltar a fumar.
Abraço

Crítico disse...

Este já nem com desculpas lá vai.

Desconhecia a lei! Onde já se viu?!

Cumprimentos.

Nacir Sales disse...

Sou advogado no Brasil e posso dizer com toda sinceridade que desconheço a lei portuguesa.
Não sei, por exemplo, se em Portugal é proibido fumar, digamos, maconha. No Brasil é, é crime.
Se fosse eu um advogado português a defender um jovem acusado de "fumar maconha" utilizaria a escusa ministerial do Primeiro dos Ministros para o fundamento da defesa:"O jovem desconhecia que estava a violar a lei, tal qual o Primeiro Ministro." Na sequencia a causa se resolveria com um pedido de desculpas.
Não, não creio que seria uma boa defesa, porque seria a violação de uma regra moral: "não mentir".
O líder é líder porque espelha a projeção de seus liderados. O líder tanto reproduz os liderados, como os liderados se reproduzem em seu líder. Assim, a sociedade educa o governo e o governo educa a socidade: é um processo de troca contínua. Uma das mais baratas formas de se educar é pelo exemplo: líderes educam pelo exemplo. No caso relatado, há um enorme prejuízo à educação e à saúde pública, um prejuízo econômico inclusive. Na sequência, se mente, amplia mais o prejuízo, pois em linguagem não verbal o líder autoriza: aqui é permitido mentir!
Por sorte, dado a crítica dos formadores de opinião, o processo de reprodução do comportamento do líder reproduzido nos liderados pode mesmo entrar em pane e resultar em uma ridicularização tanto do tabagismo, como da violação da lei e da tolerância da mentira como forma de posicionamento de autoridades perante a opinião pública: sorte de Portugal se tal inversão ocorrer.
O evento não repercutiu no Brasil: ótimo! Precisamos construir pontes entre os dois países e a notícia sob comento não é uma base sólida para a obra de aproximação cultural entre os nossos países unidos pelo passado, pela língua, mas separados por um oceano de desinteresse que precisa ser vencido.
Parabéns plo Blog, dos melhores que já frequentei.
Fica aqui o convite para visitação ao nosso Dr. Negociação
http://www.adequacao.com.br/blog

Crítico disse...

Caro Nacir Sales, obrigado pelo seu comentário.
É gratificante ter leitores desse lado do Atlântico.
Cumprimentos