Em conversa
com um amigo este afirmou que o ato de clicar no snooze pela manhã é o primeiro
ato de procrastinação do dia. Um frase tão simples e cheia de razão. Fiquei a
pensar sobre o assunto, não que seja um adepto do snooze, contudo sei de muito
boa gente que passa minutos nesta demanda do levanta não levanta. Seria caso de
estudo. Sempre me pautei por me levantar de um salto, desde os tempos do
colégio, em que a disciplina inerente assim o exigia. Julgo que o gosto pela
vida que se leva é em certa medida refletida nesse adiar da jornada, ou talvez
não, poderão existir casos em que o despertar seja realmente uma violência, por
exemplo, para aqueles que se deitam demasiado tarde. Mas voltando ao gosto pela
vida, pela profissão, pelo dia a dia, esses não têm qualquer problema em
levantar-se seja a que hora for, a vida palpita-lhes intensamente nas veias, há
muito a realizar e o tempo é de ouro. Um snooze de 10 minutos diário significa
mais de uma hora por semana a dormitar, sem que na realidade se esteja a descansar.
Esses 70 minutos semanais são 3650 anuais, ou seja, mais de 60 horas no limbo,
60 horas que nos dias que correm são preciosas a todos níveis. E esta conta
aplica-se a quem só clica uma vez no snooze! Fica o caso para reflexão… e amanhã
quando o despertador tocar deligue-o e dê os bons dias à vida, com gana!
Imagine-se dono de uma empresa e que num acto de consciência decide viver durante um mês com o valor mensal que paga aos seus funcionários. Ao chegar ao 20.º dia já só tem € 20 na carteira. Toma então uma atitude: aumentar os ordenados em € 200. Foi exactamente o que se passou com Enzo Rossi, empresário italiano de 42 anos de idade, dono de uma fábrica de confecção de massas, em Campofilone, uma localidade com cerca de 1700 habitantes. Após a experiência, Rossi sentiu-se devastado com as condições que estava a facultar, e vai dai aumentou o ordenado de € 1000 para € 1200. Foi notícia e alvo de interesse em Itália e no mundo. Em Portugal coube à Revista Sábado a divulgação. Fica o exemplo para outros gestores e para os próprios governantes, que muito falam, que não aumentam os trabalhadores, mas não têm noção das dificuldades sentidas por aqueles que ganham ordenado mínimo ou pouco mais do que isso. Nota: o salário mínimo em Itália, há bem pouco tempo, era de € 900. Site da empresa: La ...

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