Avançar para o conteúdo principal

Snooze


Em conversa com um amigo este afirmou que o ato de clicar no snooze pela manhã é o primeiro ato de procrastinação do dia. Um frase tão simples e cheia de razão. Fiquei a pensar sobre o assunto, não que seja um adepto do snooze, contudo sei de muito boa gente que passa minutos nesta demanda do levanta não levanta. Seria caso de estudo. Sempre me pautei por me levantar de um salto, desde os tempos do colégio, em que a disciplina inerente assim o exigia. Julgo que o gosto pela vida que se leva é em certa medida refletida nesse adiar da jornada, ou talvez não, poderão existir casos em que o despertar seja realmente uma violência, por exemplo, para aqueles que se deitam demasiado tarde. Mas voltando ao gosto pela vida, pela profissão, pelo dia a dia, esses não têm qualquer problema em levantar-se seja a que hora for, a vida palpita-lhes intensamente nas veias, há muito a realizar e o tempo é de ouro. Um snooze de 10 minutos diário significa mais de uma hora por semana a dormitar, sem que na realidade se esteja a descansar. Esses 70 minutos semanais são 3650 anuais, ou seja, mais de 60 horas no limbo, 60 horas que nos dias que correm são preciosas a todos níveis. E esta conta aplica-se a quem só clica uma vez no snooze! Fica o caso para reflexão… e amanhã quando o despertador tocar deligue-o e dê os bons dias à vida, com gana!



Comentários

Mensagens populares deste blogue

Alimentação consciente

Hipócrates, considerado o pai da medicina, disse: "Que o teu remédio seja o teu alimento e que o teu alimento seja o teu remédio." Mais de dois mil anos depois essa frase nunca foi tão desrespeitada como nos nossos dias. Vivemos numa época em que o fast food é lei, com todas as implicações que daí advêm não só para a saúde física do indivíduo, mas para a própria saúde financeira de cada um e do Estado. Não é preciso ser um especialista para analisar que caminhamos para uma Era de doenças relacionadas com aquilo que se come. Aliás, isso já é notório nos países mais desenvolvidos, basta olhar para o Estados Unidos da América: obesidade, diabetes, cancro, AVC, tensão alta, alergias, etc. Os médicos de clínica geral, normalmente, pouco sabem sobre alimentação, no entanto é a eles que recorre a maioria da população. Nem todos podem ou sabem como fazer para consultar um especialista em nutrição, nutricionista ou nutrólogo. A sociedade está a ficar doente, mas a questão vai muito …

Amar uns, matar os outros.

Há coisas tão simples que nos passam despercebidas.

Fomos educados numa sociedade onde é comum a chacina dos animais para nosso bel-prazer. Alguns dirão que é por necessidade, pois bem, isso é desconhecimento, ignorância. Outros dirão que é por prazer, nesse caso o problema é maior, pois para afagar o palato não se importam que um ser tão meigo e digno de vida, como o seu animal doméstico, seja brutalmente assassinado, depois de uma vida miserável de sofrimento, apenas para ele o ter no prato.

Vivemos tempos fabulosos de paz, comparando com tempos passados da nossa História, contudo há ainda um mar de gente que na correria das suas vidas nunca parou para pensar, ou nunca foi obrigado a tal, sobre aquilo que come, que esses hábitos causam sofrimento a muitos, que estão a arruinar o planeta e que ainda por cima lhes estão a dar cabo da saúde, matando-os lentamente.

Claro que é todo um negócio, e é bom para esse mercado que as pessoas continuem com os seus hábitos sem pensar muito. A pró…

Caixa de Pandora, do bem.

Mudar de hábitos, por tomada de consciência, torna-se uma demanda de progressão sem fim. O que em certa medida é ótimo, pois é sinal que estamos a aprimorar, mas que muitas vezes gera conflito social, num círculo mais próximo com a família, num círculo mais alargado com os demais colegas e conhecidos. A mudança para uma alimentação vegana tem, maioritariamente, como principal motor a ética animal, o apercebermo-nos que não necessitamos de viver com base no sofrimento dos outros, que esses outros não têm de morrer, torturados de forma macabra, para que nos possamos alimentar dos seus músculos, vísceras e orgãos internos, ou usarmos as suas peles. Após o momento em que se decide mudar a alimentação por questões éticas é um não volta atrás. Já as mudanças por razões de melhoria da saúde muitas vezes têm um volte face, e quem se apregoava vegetariano vem alguns meses ou anos depois dizer que voltou a comer carne, seja qual for a desculpa que achou mais conveniente. Apesar de alguns adota…