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Mensagens

A vida urge

De visita à aldeia, para ver a família, uma breve passagem pelo cemitério, neste dia simbólico dos finados. Então, apercebo-me que a vida é demasiado curta, ao ver os rostos na típica fotografia daqueles que ainda ontem estavam entre nós e que hoje já partiram. A vida urge, não há tempo a perder. Não há tempo a perder mesmo para aqueles que realizam, quanto mais para aqueles que sentem que não estão a realizar. Para estes a vida é sufocantemente curta. Não há tempo a perder. Há que agir, há que produzir, há que viver e sobretudo sorrir. Sorrir com sinceridade, um sorriso aberto, que estampe no rosto as vivências de cada minuto, de partilha com amigos, família, colegas. Fazendo por construir e não destruir. Criar, levar algo mais além. Melhorando-se como ser humano e não ficando por aí, transmitindo algo positivo a quem nos rodeia, e assim, ao ensinar aprendemos e ao aprender ensinamos. A vida urge, a vida é curta, mas mais curta é se não é vivida.

Auto Superação

Scott Jurek é um dos melhores ultramaratonistas de todos os temos. Retrato-vos aqui um episódio "arrepiante" que representa a auto-supreção plena de um ser humano. Quando pela primeira vez Scott foi correr a ultramaratona de Badwater todos estavam na expectativa de como iria reagir este ultracorredor num cenário desconhecido, numa prova em que a temperatura média do ar anda pelos 50 graus e o solo chega a ter a temperatura de 93 graus, ao ponto de terem que correr sobre as linhas brancas da estrada, para não derreterem as solas.  A distância são meras 135 milhas, cerca de 217 quilómetros. "Ao quilómetro 100, Scott vomitava e tremia. As mãos caíram-lhe para os joelhos, e depois os joelhos caíram-lhe no asfalto. Deixou-se ficar na berma da estrada, deitado nos seus próprios suor e cuspo."  A sua companheira e a equipa de apoio não o ajudaram, pois "sabiam que não havia voz mais convincente no mundo do que a que estava dentro da mente de Scott." Pensou como t...

Infeliz amigo

Infeliz aquele que se diz amigo, mas que na realidade não passa de um mero conhecido. Infeliz, pelo facto de na sua ausência não se aperceber da beleza da partilha descomplicada, do amor que flui no gesto amigo, descomprometido. Infeliz, por reprimir o sorriso àqueles que seriam os primeiros a retribuí-lo. Infelizes, por procurarem em parte incerta a felicidade.

Simplicidade desfocada

Quanta simplicidade poderia ser explorada e que nos passa ao lado. Quantos momentos simples e belos deixamos de apreciar. Quanta beleza nos passa à frente dos olhos desfocados, visão turva provocada pela ansiedade de querer abraçar todos os projectos que nos chegam e que no final de contas nenhum é levado a cabo com consciência plena e realização.