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Mensagens

Candidatos Autárquicos

Aproximam-se as eleições autárquicas e com elas todo o espectáculo circense já característico. Entre os muitos artistas de renome, deste circo político português, destaque especial para os palhaços Fátima Felgueiras, Valentim Loureiro e Isaltino Morais. Candidatos independentes pelas autarquias de Felgueiras, Gondomar e Oeiras, respectivamente. O público pagante para ver o circo na primeira fila são os inacreditáveis milhares de apoiantes destas figuras caricatas. Fátima Felgueiras pondera ainda se será ou não candidata, dependendo das condições judiciais. O seu movimento independente “Sempre Presente” demonstra bem a sua credibilidade, pois a candidata encontra-se fugida no Brasil desde Maio de 2003, na sequência de ter sido decretada a sua prisão preventiva no âmbito do processo do “saco azul” de Felgueiras. O grupo independente que apoia o Major Valentim Loureiro (indiciado no processo “Apito Dourado”, relativo à corrupção no futebol) dá pelo nome de “Gondomar no Coração”, que reuni...

Fogos

Inacreditavelmente, quando supunhamos não poder ser pior, o país continua a arder de ano para ano. Os políticos, esses limitam-se a colocar trancas na porta depois da casa ter sido assaltada. Tomam-se medidas de remedeio e por vezes ridículas. Mas afinal porquê tantos incêndios? O calor excessivo não os justifica. Nos países do sul da Europa o cenário não se compara ao nosso. Quais as causas então? Provavelmente, somos o país com mais incendiários per capita e isso deve-se como é óbvio ao facto de ser uma actividade bem remunerada, e não me venham com cantigas dizendo que os homens são doentes, a patologia deles é outra: o dinheiro. Quer sejam os madeireiros (que compram a madeira mais barata se esta estiver com a casca estorricada) ou as empresas de aviação (que possuem helicópteros necessários ao combate aos fogos, pagos a peso de ouro) o que é certo é que há interessados no meio desta desgraça. Como se pode resolver este problema? Antes de mais as penas deveriam ser exemplares pa...

Portugal nuclear

Há já alguns dias tivemos conhecimento que o empresário português Patrick Monteiro de Barros ia propor ao Governo a instalação de uma central nuclear em Portugal. Inicialmente, ao consultar um jornal on-line, pensei ter lido mal, mas depois de reler a notícia várias vezes cai em mim. Estupefacto por tão grande barbaridade acalmou-me a ideia de que tal absurdo não poderá jamais seguir em frente. Existem demasiados contras que só por si têm que abortar esta ideia à nascença. Em primeiro lugar, e sem ordem de preferência, temos o elevado investimento que teria que ser feito, sobretudo para um pequeno país como o nosso e estando dependentes da tecnologia estrangeira. Em segundo lugar, existe o perigo de gravíssimos acidentes, basta recordar as tragédias de Chernobyl, na actual Ucrânia, e de Three Mile Island, nos Estados Unidos da América. Já para não falar do apetite das facções terroristas por estas instalações. Se bem que neste último ponto não haverá que preocupar, pois somos demasiada...

Portugueses e o atentado

Lê-se num jornal de gabarito nacional o seguinte título: Londres: cidadão ferido que se suspeitava ser português é colombiano . Que alívio, afinal não era português, mas sim colombiano, o desgraçado. Morreram 50 pessoas, mais de 700 ficaram feridas, mas nenhuma era deste nosso Portugal, assim durmo mais descansado. Que se passa com este nacionalismo exacerbado que até nas desgraças deixa transparecer a sua maleita. Será possível que haja gente que se preocupe com a presença de portugueses numa tragédia deste calibre, a ponto de lhe dar destaque constante nas primeiras páginas dos noticiários. Morreu gente, gente como eu, como nós, que independentemente da nacionalidade eram seres humanos, não interessa saber a nacionalidade, o sexo, a religião ou outro, eram pessoas que faleceram estupidamente fruto dos nossos tempos e das políticas que hoje vigoram um pouco por todo o planeta. Será que os jornalistas não têm mais assunto para escrever, ficando a especular em temas fúteis e de interes...

Andamos perdidos.

Ao utilizar o verbo na primeira pessoa do plural não significa que sejamos todos ceguetas ao ponto de não enxergarmos um boi à frente do nariz, mas refiro-me sim à humanidade, não ao todo mas a uma grande fatia. É certo, andamos tapados, desatentos, despreocupados. O mundo precipita-se de um penhasco e não tardará a esborrachar-se no solo rijo e impiedoso da extinção terrestre. A cada dia que passa, inaceitáveis violações à natureza vão sendo cometidas. Ferimos de morte o nosso principal bem, a maior riqueza. Os noticiários abafam-nos com informação saturante de casos de interesse secundário, descurando por completo aquele que será o maior desastre de sempre, caso não se tomem medidas radicais e urgentes. O homem sempre se achou o ser supremo e não se apercebe que é só mais uma espécie entre todas as outras à face da terra, com uma particularidade, é capaz de cometer as maiores atrocidades em benefício próprio. Nós não somos o fim da criação. O universo, a nossa galáxia, o sistema sola...

É Natal!!!

Chegou finalmente a época natalícia. Os corações desabafam, a solidariedade é despejada a jorros e a alegria emana de todas as almas. Mas... Não estamos ainda em Outubro? Natal em pleno Outono? Infelizmente, assim é, o consumismo manda. Qualquer indivíduo mais desatento ao calendário poderia confundir a presente temporada com a altura natalícia, bastando para tal uma breve visita a um centro comercial das grandes cidades. É ver montras enfeitadas com vistosas árvores, efeitos dourados, encarnados, prateados, enfim de todas as cores e feitios. Pergunto a mim mesmo: o que vai na cabeça desta gente? Será que perderam a noção do tempo? Ou será a “crise” que obriga à antecipação dos acontecimentos? Natal antes do São Martinho quem diria!? Já me estou a ver a saborear umas castanhas assadas acompanhadas com uma fatia de bolo-rei. As tradições já não são o que eram, isso já nós sabemos, mas uma coisa é a tradição modificar-se ao longo do tempo, outra é submeter o próprio tempo em relação ao c...