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Correr contra o tempo


Gosto de correr, mas sempre que corri contra o tempo o desgaste foi enorme, e raramente se ganha.
Há que acompanhar o tempo, fazer-lhe as vontades e de quando em vez enganá-lo e passar-lhe à frente, mas só quando ele se distrai e nos permite essa façanha.
Há alturas em que se parece sentir a vitória, mas é ele que te permite essa ilusão, no final, se muito correres atrás dele vais-te aperceber que perdeste mais do que aquilo que julgavas ter ganho.

Comentários

Anónimo disse…
É uma pena quando se perde mais tempo correndo atrás do tempo do que aproveitando e investindo nele... texto interessante!
Anónimo disse…
É triste quando se corre atrás do tempo ao invés de aproveitá-lo... texto interessante!

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Aldeia demasiado global?!

Vivemos num mundo muito pequeno, numa aldeia global, graças às comunicações que foram sendo estabelecidas ao longo da História e com um grande contributo da expansão marítima portuguesa. Martin Page até escreveu o livro Portugal, a primeira aldeia global. Em pleno século XXI ninguém está longe, todos estamos à distância de um click. Contudo, é extraordinário como com todas essas potencialidades de proximidade relativa se vivam tempos de tanta distância entre pessoas que vivem lado a lado. A tecnologia que serviria para falarmos, vermos, a grandes distâncias são a razão pela qual as pessoas não se comunicam a curtos metros, pois cada um está ofuscado com a luminosidade do seu ecrã. A tecnologia de ponta só fará sentido se melhorar a nossa qualidade de vida e não o contrário. Bom ano!

Quo vadis

Esta época de festas, de família, de amizade, de reencontros, de fim de ano, é a altura ideal para refletir sobre o que realmente queremos e o que realmente somos. Se estamos no caminho certo, naquela caminhada que pretendemos trilhar rumo a um futuro risonho para nós e para os  outros, ou se meramente estamos a curtir o momento e a saborear o dia-a-dia sem querer pensar em responsabilidades.

Fica o desafio para os corajosos, claro!


Mike, o galo sem cabeça

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Se me fizessem essa pergunta há uma semana responderia, sem sombra de dúvidas: uns minutos, no máximo. Contudo, ao saber do que se passou no Colorado, EUA, em 1945, faz com que hoje tenha opinião diferente.
Nesse ano longínquo, Lloyd Olsen na tentativa de matar um jovem galo para o jantar não cumpriu na perfeição o serviço e o galo sobreviveu, pasme-se: sem cabeça.
A veia jugular e o troco cerebral não foram danificados o que permitiu ao bicho sobreviver.
Artigos sobre o tema foram publicados nas revistas Time e Life, e hoje em dia existem vários sites que atestam este fenómeno, como pode ver no fim deste post.
O dono do "afortunado" galináceo, com olho para o negócio, não perdeu tempo e passou a cobrar 25 cêntimos para quem quisesse ver Mike, nome que lhe fora atribuído.
Os espectáculos de rua sucediam-se e no auge do sucesso Mike ganhava 4.500 dólares por mês e valia 10.000.
Seguiu-se uma fase negra para o mundo aviário, pois…