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Foi há 35 anos...

...e parece já ter sido há uma eternidade. Apesar de ter nascido quase dois anos depois, talvez por ter cursado história, para mim essa data não me passa ao lado, como à grande maioria dos jovem que nasceu pós 25 de Abril. Após 35 anos muitos já se esqueceram do que vale a liberdade, do que foi preciso lutar e sofrer para que hoje fossemos livres de um regime ditatorial.
As livrarias voltam a estar repletas de livros de Salazar, não numa sede de conhecimento histórico, mas antes como enaltecimento das qualidades do ditador. Não que essas qualidades fossem inexistentes, mas sendo repressor da liberdade todas as virtudes passam para segundo plano.
Até um Largo será hoje inaugurado com o seu nome, na sua terra natal, em Santa Comba Dão.
Somos mesmo um povo marcado pelo saudosismo, até das coisas menos boas.
O povo português, actualmente, e segundo vários estudos, é terrivelmente pessimista, contudo também é dinâmico, empreendedor, inteligente e trabalhador quanto baste, para, se assim pretender, vencer todas as adversidade e atingir um patamar de sucesso.
Nesta data emblemática da democracia portuguesa, convém fazer um exame de consciência e decidirmos, cada um de nós, em que sentido queremos rumar, e mais importante do que tudo, que contributo poderemos dar à fomentação da democracia, como democratas e seres livres activos e não passivos.


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