terça-feira, 6 de março de 2007

Futebol corrompido


Em tempos gostei do futebol porque o via através dos olhos de uma criança. Adorava dar uns toques na bola, partilhar o golo com os amigos, viver a festa que realmente pode ser esse desporto, mas que não o é.
Por mim o futebol profissional poderia acabar já hoje. Permaneceriam os jogos amistosos ao Domingo de manhã, o típico solteiros-casados, a peladinha com os colegas da empresa, mas tudo o que envolvesse negócio seria banido.
Faz-me espécie o tempo que se despende a discutir futebol na rádio, na televisão, nos jornais. E então que dizer daqueles programinhas em que um jornalista acompanhado de uma figura dos três grandes debatem tudo menos o jogo? É cómico!

E para quem o facto do dinheiro e dos negócios escuros não fosse já suficiente para voltar costas à modalidade, que dizer da politesse das claques? Exemplo recente é o caso que se passou no Estádio do Dragão, onde os super-dragões não respeitaram o minuto de silêncio em homenagem a um grande nome do futebol nacional, o Bento, assobiando e vaiando o falecido.
E quem diz a claque do F.C. Porto diz outra qualquer, apenas referi esta pelo facto do acontecimento recente.
A classe de uma direcção de um clube espelha-se na sua claque, e assim sendo poucas ou nenhuma se salva, pois compactuam com um bando de indivíduos a grunhir e a causar distúrbios nas bancadas e imediações dos respectivos recintos desportivos.
Qual a beleza do futebol no meio do lixo que são: os dirigentes desportivos; a liga de futebol; os empresários do ramo; as claques e respectivos adeptos fanáticos?
A próxima vez que pensarem assistir a um jogo de futebol façam um exame de consciência e reflictam se não será melhor aplicar esses 90 minutos numa actividade mais interessante.

De desporto rei o futebol passou a escravo do poder, do negócio e do jogo de interesses.

1 comentário:

Anónimo disse...

gostei do artigo!!!
Embora continue a ser um adpto da bola, considero que tens razão no que dizes.abraço. J.C.