Ao utilizar o verbo na primeira pessoa do plural não significa que sejamos todos ceguetas ao ponto de não enxergarmos um boi à frente do nariz, mas refiro-me sim à humanidade, não ao todo mas a uma grande fatia. É certo, andamos tapados, desatentos, despreocupados. O mundo precipita-se de um penhasco e não tardará a esborrachar-se no solo rijo e impiedoso da extinção terrestre. A cada dia que passa, inaceitáveis violações à natureza vão sendo cometidas. Ferimos de morte o nosso principal bem, a maior riqueza. Os noticiários abafam-nos com informação saturante de casos de interesse secundário, descurando por completo aquele que será o maior desastre de sempre, caso não se tomem medidas radicais e urgentes. O homem sempre se achou o ser supremo e não se apercebe que é só mais uma espécie entre todas as outras à face da terra, com uma particularidade, é capaz de cometer as maiores atrocidades em benefício próprio. Nós não somos o fim da criação. O universo, a nossa galáxia, o sistema sola...
Sobre a caminhada da sociedade em direcção ao abismo e formas de o evitar.